IC Week Curitiba 2017: “Zé” Antonio de Castro Bernardes fala sobre estilos de decoração

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Até o sol apareceu para esquentar ainda mais o clima do Teatro IC, nesse sábado, 20 de maio, aqui no 8º IC Week Curitiba, realizado no Castelo do Batel. É que o renomado decorador José Antonio de veio diretamente de São Paulo para sobre tendências e estilos de casamento.

Palestras-IC-Week-Curitiba-2017-Foto-Andrea-PassiniAND_7978Se me cabe a licença da expressão, diria até ser pleonasmo falar que ficou lotado: a plateia – com noivas e profissionais – tinha olhos e ouvidos atentos. Afinal, “Zé Antonio”, como gosta de ser chamado, é prestigiado por onde passa. Dono de uma criatividade ímpar, o artista é uma das maiores autoridades do assunto no mundo. Sim, no mundo! E ele estava ali, abrindo o jogo sobre sua carreia, compartilhando inspirações e savoir-faire. Tudo isso, com uma humildade de se admirar.

A boa notícia para você que não foi ao evento é que anotamos tudo! Bora lá?

RAIO X DO DECORADOR JOSÉ ANTONIO DE CASTRO BERNARDES

  • “Eu vim de lá, eu vim de lá pequeninho…” Nasceu e estudou em São Paulo. Tem 56 anos, casado e três filhos
  • Muito prazer, sou decorador, sim! Adora ser chamado de decorador e, claro, da profissão que escolheu para si. É contra modismos nas denominações ou nomes pretenciosos (como em inglês, por exemplo, ou títulos sem clareza, como “planejador de sonhos”). “Que horror!”, ele disse, cerimonialista graduado! É cada coisa que aparece… Sou simplesmente decorador e partidário da escolha de profissionais especializados para cada área de atividade”, completa.
  • Há quanto tempo faz festa? Há 30 anos. Começou por acaso, já que fazia apenas decorações de interiores. Participou de 11 mostras da Casa Cor em São Paulo, maior evento de decoração do Brasil. Até que, um belo dia, uma amiga o convidou para fazer a decoração de seu casamento porque não estava gostando de nada do que via. “Eu pensei: eu? Nunca fiz isso, por onde começo? E na hora me veio em mente o quanto eu não gostava da formalidade daquelas festas com todos sentadinhos em mesas e uma música de órgão (na minha época todos eram assim)”, contou.
  • Criando sua própria história: quando se dispôs a fazer a decoração queria uma festa dinâmica. Com ambientes e mesas. Conforto e liberdade para cada convidado fazer o que lhe der prazer. Não queria aqueles módulos duros, pesados e sem encosto. “Estava no auge dos meus vinte e poucos anos e já frequentava boates bacanas aqui e fora do Brasil. Decidi montar ambientes com cara de casa, vários pontos de buffets, ilhas, bares. Isso há 30 anos!”, lembra.
  • Como foi no início? Sua maior dificuldade era encontrar materiais, pois não havia esse farto mercado. “Não existia esse conceito, empresas de móveis para alugar, nada disso! Tive que pegar sofás, mesas de centro, poltronas da minha casa, da casa dos meus pais e dos próprios clientes. Foi assim que comecei a fazer diferente. Até mesas grandes da minha fazenda eu pedia para vir, para usar como buffets. Deu samba! Um ou outro antiquário de amigos emprestava uma peça, um tapete, mas não era toda hora que eu podia pedir.
  • Descobrindo o que funcionava… Sempre gostou muito de tecidos e viu que podia apostar neles para conseguir o resultado que queria. Assim, foi misturando um pouco de tudo para fazer algo que realmente o agradasse. “Sempre gostei de brincar com tecidos. Logo, descobri que essa fórmula era interessante. Mandei fazer sofás, poltronas, pufes. Comprei algumas mesas e fui mesclando tudo”, ressalta. Todos esses improvisos combinados a sua autêntica criatividade e elegância, só colaboraram para que seus projetos fossem mais dinâmicos e versáteis.
  • O mercado de casamento: Zé acompanhou de perto a incrível e fascinante evolução desse mercado. “Impressionante o quanto cresceu. Ficou sério! Hoje há inúmeras possibilidades de locais para festas, fornecedores e materiais. Tem de tudo! Flores fascinantes… Outro dia li um artigo sobre a valorização das flores e o aumento de custos e de viveiros. É fantástico. Temos flores belíssimas”, acrescentou. Por outro lado, apontou a concorrência como um desafio, que ele particularmente adora, e as infinitas possibilidades de parcerias, que sempre são bem-vindas.
  • Profissional antenado: diante de tantas novidades, inspirações e lançamentos, o mercado fervilhante exige que o profissional acompanhe tudo. “Não podemos perder um lançamento, deixar passar um convite, um novo produto e, sobretudo, deixar de se inspirar com o que está ao nosso lado”, enfatiza.
  • “De onde vem tanta inspiração?” Coisas simples do dia a dia. “Um bom livro, um “instagranzinho”. Não preciso de grandes viagens ou mergulhos profundos. O que me inspira são os clientes, nossas conversas, as valiosas fontes de referências. O cliente é sempre minha principal inspiração. Festa é isso! Escutar quem te contrata, interpretar seus sonhos, assimilar tudo e criar um projeto dentro das possibilidades apresentadas.

COMPARTILHANDO INSPIRAÇÕES DE TOPS DECORAÇÕES DE CASAMENTOS

DECORAÇÃO PARA CASAMENTO NO PIER MAUÁ

Fez um piso de madeira, teto com flores, velas e brincou um pouco com verde e branco. Misturou móveis antigos, mesclando o clássico com o moderno. Como o Pier é mais austero, a ideia foi deixa-lo mais romântico. Brincou também com diferentes tipos de cadeira na mesma festa. Aproveitou a vista, fez lounges com jardineiras e, para a decoração de algumas mesas, apostou em arranjos pequenos.

projeto de casamento Pier Maua - Jose Antonio de

DECORAÇÃO PARA CASAMENTO | RESIDÊNCIA EM SÃO PAULO

Era um terreno complicado porque não tinha um espaço amplo por inteiro, era quebrado.  Então foi preciso instalar muitas estruturas. Para deixar isso mais agradável e visualmente bonito, fez colunas de azulejo e apostou no toldo transparente.

A festa foi superdinâmica: com mesinhas alta e baixas, do lado outras maiores formando umas galerias. Enfim, muitas opções! Uma sobretoalha branca feita com recortes foi um dos destaques e uma estante própria da casa foi adaptada para ser o pano de fundo do bar.

DECORAÇÃO PARA CASAMENTO NO CLUBE HÍPICO DE SANTO AMARO

O espaço tem um toldo que pode ser aumentado ou não. Ele mostrou 4 versões de festas produzidas nesse mesmo local.

1. Proposta mais tropical, fazendo uns jardins abertos. Mesas de madeiras foram produzidas exclusivamente para o casamento e ficaram o máximo! Eram duas mesas de doces que se encontravam no meio. Fizeram um tramado de bambu com orquídeas da Amazônia (que brotam em determinado período do ano) e muitas estruturas de bambu que caiam com orquídeas do teto. Poltronas de couro, sempre tentando misturar um pouco o estilo do mobiliário + nichos de orquídeas vandas com raízes aparentes e bistrô alto (que ele adora!) deram uma bossa a mais à produção.

2. A entrada da festa tinha um móvel antigo com os bem-casado. O casamento foi no inverno e estava superfrio, por isso apostou em lareiras, braseiras… Dessa vez, foram quatro floristas na mesma festa, pois o pai da noiva era do mercado de casamento e todos queriam participar. Então foi uma festa muito farta. Trabalhou-se diferentes propostas florais. Vale lembrar que o clube é hípico e que seguir esse contexto é priomordial. Então, era comum encontrar móveis de ferro e instalações menos clássicas nesse projeto.

3. No meio do toldo foi feito uma estrutura com guirlanda de flores. E no meio da festa tinham uns arcos meio ferrugem, inspirados no Arco do Triunfo. Árvores complementaram o paisagismos, que também apostou em um jardim de buxos. A parte central era mais descontraída e a mesa de doces (também com buxos) tinha a proposta mais ovalada, com toalha de mesa da família.

4. Era um casamento supertropical, com flores coloridas e uma profusão de cores e texturas. Os noivos não eram tão clássicos, então foi possível brincar com perspectivas mais alegres e vibrantes.

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Jornalista mineira, dona de uma coleção de sonhos e apaixonada pelo o que é leve. Nunca subiu ao altar, mas nutre a certeza de chegar lá com seu amor da vida. Adora combinar palavras para contar histórias e assume ter uma queda por casamentos ao ar livre.