Tudo sobre #noivasdacarol por Carol Hungria

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Dona de uma grife que está ganhando o Brasil, de dois livros de grande sucesso considerados “bíblias das noivas” e de uma coluna incrível na Inesquecível Casamento, Carol Hungria é a grande personagem de hoje!

Carol começou a carreira de estilista na Maria Bonita, criando modelos sob medida para um mercado pequeno e seletivo, mas foi no universo casamenteiro que descobriu a sua verdadeira paixão ao se encantar pelo significado e emoção que envolvem um vestido de noiva. Em 2007, abriu seu próprio negócio: um atelier simples e pequeno, com uma outra costureira. Sua ideia era fugir do padrão do mercado e fazer vestidos com o estilo e identidade da noiva, realizando o sonho de cada uma delas.

13 anos se passaram e seu pequeno atelier se transformou em uma grande empresa nacionalmente reconhecida, tendo atualmente dois endereços: Rio de Janeiro e São Paulo – e mais de 50 funcionários. E como uma incrível parceira da IC e excelente profissional que é, não poderia deixar de ser convidada para participar da #livedonied. Durante a conversa, Carol contou detalhes sobre sua trajetória de sucesso, falou sobre seu processo criativo, comentou sobre seus livros e ainda deu uma palinha de como está sendo ser a Carol-Hungria-fada-madrinha-das-noivas-e-mãe-de-gêmeos. Confira!

Sobre realizar o sonho da noiva: se chega uma noiva aí querendo casar com um vestido vermelho, vai casar com um vestido vermelho?

CH: Para mim tudo tem que estar dentro de um contexto, sabe? Se a noiva chegar aqui e falar “Eu quero botar um vestido vermelho e vou casar na Candelária, no Rio de Janeiro”, talvez não combine e eu vou falar “Olha, será que var dar certo? Vamos pensar? Por que você quer colocar vermelho?”. Mas às vezes ela vai casar, sei lá, num campo, à noite, numa festa com espelho e eu acho que pode ficar superbonito. Eu acho que essa coisa do vestido ser para a noiva é o que deixa ela se sentindo até mais bonita. Eu acho que quando ela sente que o vestido é a cara dela e ela está se sentindo superavontade, não só fisicamente, com o vestido encaixado no corpo ou com o decote que ela quer, o quadril que ela quer, mas também dentro do estilo que ela quer, ela se sente mais confiante, mais bonita, sabe? Então eu realmente não julgo ninguém. Eu gosto de tentar entender esses sonhos para tentar fazer alguma coisa que realmente tenha um contexto, que fique legal dentro da situação.

Eu percebo que você realmente entende a noiva. Todo mundo que eu vejo, tanto nas suas redes sociais, quanto no IC Week, quanto no seu atelier, sai feliz de conversar contigo. Ao que você atribui isso?

CH: Eu acho que eu tento realmente entender o que elas querem. Já aconteceu de noiva chegar na minha frente e falar “Eu adoro você e adoro seu trabalho. Desenha aí!”, e aí eu acho que fica uma coisa meio perdida, sabe? Eu vou desenhar para quem? Para mim? Então talvez essa coisa que às vezes as pessoas até confundem um pouco com amizade – e realmente tem noivas que saem daqui e eu quero chamar para tomar um chopp alí na esquina, para tomar um vinho, sair para jantar… Eu acho que é isso. Essa troca é muito importante. Eu gosto que as pessoas se sintam bem. Aqui as pessoas sentam na minha frente e não tem hora para acabar! Eu não fico olhando relógio, por mais que às vezes eu tenha outra cliente em seguida. Acho que a ideia é a gente fechar algo legal, até nas próprias provas dos vestidos. Existe muita dúvida, muita insegura e muita incerteza, e eu acho que o momento da prova do vestido é onde elas canalizam tudo, porque o resto do casamento elas não estão vendo tanto. Elas veem o desenho do projeto com o decorador, mas elas não veem nada fisicamente, elas não tocam em nada do casamento, só no vestido. Então acho que tem todo um lado psicológico também, e aí não sou só eu. Tenho milhões de pessoas além das estilistas que trabalham comigo, da parte de atendimento, para dar esse suporte emocional para elas. Então eu acho que é uma junção disso tudo. O nosso desejo é que elas saiam daqui realmente felizes em todas as provas, todos os atendimentos, em tudo.

Você foi a primeira estilista que eu vi fazer desenho de vestido de noiva no Ipad. Uma coisa bem tecnológica! No teu dia-a-dia de atendimento,você usa essa ferramenta para desenhar para elas na hora?

CH: Total! Todos os meus croquis são no Ipad. (…) O Ricky, que é meu sócio, ele é muito tecnológico, e eu sempre desenhei no papel. Eu já tinha testado milhões de caneta, milhões de coisas, e o toque sempre era muito ruim. Quando eu experimentei o Ipad, eu fiquei louca! Essa caneta é maravilhosa e realmente parece um papel. Ela tem caneta, tem lápis, tem cor… tudo! Em qualquer atendimento eu a uso e até para desenhar bordado. Se a noiva me pede um bordado exclusivo e especial, eu desenho o bordado no Ipad e a gente imprime para fazer o bordado. A nossa produção é toda informatizada e trabalha toda com Ipad também. Então quando uma bordadeira, por exemplo, precisa acessar a ficha da noiva, ela abre a pastinha dela e lá tem o croqui da noiva, que vai do Ipad direto para ela.  Ela consegue acessar as fotos da noiva (a gente tira foto de todas as provas), ela consegue acessar as inspirações da noiva… Então é muito legal essa coisa informatizada. E uma outra coisa é que, quando eu desenho no Ipad, ele vai direto para a televisão. Então na hora que eu estou desenhando, a noiva acompanha os traços também. É muito legal ela ver o vestido nascendo.

Vamos falar um pouco dessa coisa do processo criativo. Quando você senta com uma noiva, o que influencia na escolha do tecido, da renda, se vai ter ou não bordado, a manga…? Vamos fazer uma descrição da noiva Karina Cruz, que está no seu livro. Vamos aproveitá-la para contextualizar o processo criativo da Carol: do primeiro momento até você chegar a esse resultado final.

CH: Cada noiva tem um processo diferente. Às vezes a noiva senta aqui e ela já sabe exatamente o que ela quer. Ela fala três palavras e a gente já consegue organizar tudo. Tem noiva que às vezes precisa provar algumas coisas e a gente prova a base. Tem noiva que às vezes vai na confiança e fala “Eu quero uma coisa diferente e linda”. Dentro desse contexto, 99% das pessoas não conhecem tecido, não conhecem renda e não conhecem material de bordado, então é justamente o meu papel apresentar. Dentro dessa ideia do que ela me pede, do que ela gosta e do contexto do casamento, eu vou apresentando para ela opções, porque eu não gosto de apresentar uma coisa só. No caso da Karina, contextualizando, ela é modelo, ela é superbonita, ela segura um vestido superdiferente e ela queria uma coisa realmente surpreendente. Eu gosto muito de trabalhar com mix de rendas, porque eu acho que ele deixa o vestido muito mais exclusivo. A gente não faz aquele vestido que tem aquela renda que cortou e costurou. A gente consegue cortar, montar e brincar. No vestido da Karina a gente usou sete rendas! A ideia inicial era usar quatro, mas a gente foi se empolgando nas provas e trabalhamos sete rendas no vestido. A Karina queria uma transparência na pele. Acho que ela casou tem uns três anos e já estava super em alta a ideia do forro cor de pele. Só que o forro cor de pele sempre dá a impressão que tem um forro alí, então a gente optou pela transparência para dar a sensação de uma coisa bem natural, bem desfile. Ela queria uma manga flair, babado no ombro e gola. O resto a gente foi criando aqui na hora, trabalhando com sobreposições de tule, sobreposições de renda, até que chegou uma hora que ela falou “Carol, parece que está ficando bom. Vamos lá! Vamos fazendo as provas!”, e durante as provas a gente só realmente acrescentou um pouco mais de detalhe de renda para acabamentos. A Karina, como tem o estilo muito forte, muito próprio, ela quem organizou essa coroa dourada, para ser uma coisa superdiferente. Esse xadrez na lateral era uma supernovidade na época, e a gente desenvolveu um bordado todo exclusivo com vidrilho e pérola. Então foi uma junção dela ser uma pessoa forte com essa liberdade de criação infinita que ela me deu.

Quanto tempo demora para fazer um vestido como esse?

CH: Como eu tenho produção própria, a gente consegue fazer razoavelmente rápido a confecção do vestido. A gente já fez vestido em dois dias, três dias, cinco dias, uma semana… Se você quiser me falar “Carol, faz agora correndo!”, é uma competição, dá para fazer. Mas aí entram milhões de outro fatores, mais da parte estrutural. A gente precisa encomendar renda. Tem rendas que são exclusivas – a maioria das rendas do vestido da Karina eram exclusivas, então a gente precisa mandar fazer lá na França. Tem o tempo da confecção, o tempo da importação, e tem também uma outra coisa que eu acho superimportante: a digestão entre uma prova e outra. (…) Então eu acho que de oito meses a um ano é um tempo muito bom para a gente conseguir tudo: qualquer tipo de bordado exclusivo, renda e provas com calma.

Quantas provas a noiva faz desses oito meses a um ano?

CH: Geralmente a gente faz quatro provas. A primeira é uma prova técnica, feita toda num forro para a gente poder aprovar a modelagem, ver decote, estrutura, amplitude da saia, calda… A ideia de fazer a prova num forro é que a gente possa alterar o que a gente quiser. Então se a noiva me pedir para decotar mais, uma saia mais ampla, tudo é possível porque o vestido não existe ainda, só existe uma modelagem. Isso serve também para as noivas que tem muita dificuldade de visualizar, então é importante fazer essa prova para a pessoa sentir, ver se é isso mesmo que ela quer. A segunda prova é feita na seda. Então a gente faz a seda do vestido com uma pré-montagem da renda, se tiver, e com a mostra do bordado, se tiver. E aí ficando tudo perfeito, lindo e maravilhoso, a gente vai para uma prova final para ver o vestido todo prontinho e fazer os ajustes finais também. Essa prova é sempre bem importante ser próxima ao casamento, cerca de um mês ou mês e meio antes. E aí, a entrega do vestido eu gosto de fazer na semana do casamento ou na semana anterior.

Qual foi a dificuldade que você já teve quando, por exemplo, a noiva emagreceu demais?

CH: Quando a noiva emagrece dois, três, quatro, cinco ou oito quilos, é bastante, mas isso é distribuído dentro de um corpo todo, então tem muito ajuste, mas é um ajuste ok. Quando a noiva emagrece muito, é como se mudasse muito o modelo do vestido. É como se a gente tivesse que recortar o vestido inteiro de novo. A gente vai fazer, claro, óbvio, a gente está aqui para isso. Às vezes quando a noiva emagrece demais, ela talvez não se reconheça mais naquele modelo e queira uma coisa mais justa, porque ela quer valorizar mais o corpo. Acho que 90% das noivas emagrecem, mas rola também o engordar. Geralmente o engordar é mais aquela questão de ansiedade mesmo, normal de todo mundo. Já aconteceu também de ter noiva que engordou a ponto da gente não conseguir salvar o vestido e a gente ter que trocar a parte de corte, etc.

A noiva normalmente vai acompanhada pelo menos no primeiro atendimento, né? Quem são as pessoas que vão e o quão importante é realmente ter uma pessoa do lado para ajuda-la nessa escolha?

CH: Olha, não são todas as noivas que vêm acompanhadas não. Já foi mais a época que todo mundo vinha realmente acompanhado. Hoje em dia, eu acho que as pessoas são um pouco mais práticas. Tem muita noiva que gosta de vir sozinha porque quer pensar no que ela quer fazer da vida, no que ela realmente quer, e às vezes tem gente que atrapalha um pouco isso. Geralmente quando a noiva vem acompanhada, ela vem com a mãe ou com alguém da família. (…) Eu já passei por poucas e boas aqui com opiniões, coisas como na última prova da noiva a irmã dela falar “Ué, você vai casar com calda? Que horror! Que absurdo!”, e a noiva tirar a calda porque a irmã falou. Teve também uma última prova de vestido na qual a mãe chegou aqui pela primeira vez e falou “Nossa, horrível o seu vestido!”. Como uma mãe fala isso para uma filha? A filha escolheu aquele vestido porque era o sonho dela, né? E o vestido estava bonito, óbvio. Eu não ia fazer uma coisa feia porque eu não sou doida. (…) No final das contas a menina mudou o vestido inteiro, e isso é que me deixa triste, sabe? Talvez se a noiva tivesse mantido ela teria sido mais feliz, não sei. Isso foi uma coisa inusitada. Já aconteceu também de sogra vir e arrasar com a noiva. Isso tem pouquíssimo tempo.

Eu acredito que dentro de um contexto do look da noiva, o vestido seja o maior ponto a se analisar. A gente sabe que tem o cabelo, a maquiagem, as joias, o sapato, os acessórios, até mesmo a unha e o buquê. Até que ponto é o teu papel nesse sentido? E o que não é, como você interfere?  

CH: A ideia do vestido é realmente fazer tudo combinar, tudo harmonizar. A gente tem vários serviços aqui no atelier. A gente tem o vestido, e uma coisa que eu acho superimportante estar junto com o vestido é a mantilha ou véu, que é o acessório principal e que realmente tem que ter a mesma renda, ou uma renda combinando, parecida. Eu acho que véu ou mantilha que é comprado em outro lugar pode acabar não combinando a cor, ou a renda, ou nada disso. Então eu acho que vestido, véu e mantilha são meio que um combo só. A gente tem grinalda aqui no atelier para facilitar um pouco a vida das noivas e a gente indica outros lugares também, porque eu acho que nesse quesito, é importante  que elas consigam explorar. A gente tem milhões de profissionais maravilhosos como Miguel Acade, Renata Bernardo, Sonia Andradelima, todos os parceiros da Inesquecível… Então a gente tem milhões de pessoas bacanas de grinalda, e eu acho que cada um tem um trabalho diferente e é legal a noiva explorar um pouco isso.

Sapatos a gente atualmente não tem mais, mas a gente indica também milhões de lugares. A gente tem aqui no atelier linha de joias CH também, roupão, a barbie que a gente faz combinando com o vestido… Enfim! A gente tem vários acessórios legais. Eu gosto muito de me meter porque como eu falei, eu acho que tudo tem que harmonizar. Só que ao mesmo tempo, eu não sou aquela “mãe” intrometida, porque eu acho também que a gente tem que dar espaço para cada um usar o que quer. Então eu sempre deixo a noiva muito à vontade para ou me mandar as referências do que ela quer usar e saber o que eu acho, ou falar: “Carol, não sei o que eu vou fazer de buquê. Não sei de grinalda”. Ai eu vou em todas as minhas indicações no instagram, printo tudo que eu acho bonit, que eu acho que tem a ver, e mando pra ela as referências. Então eu trabalho dessas duas formas.

A tua empresa cresceu. Você não é uma estilista de Rio e em São Paulo apenas. Você tem lojas e atelier no Rio e em São Paulo, mas você faz para o Brasil todo. As noivas viajam para ir ao seu atelier, na sua loja para fazer um vestido Carol Hungria. Você tem outras estilistas na sua equipe e presumo eu que elas têm que pensar com os princípios da marca CH. Como você analisa também esse tipo de criação? Quando elas atendem a noiva, essa criação vem para você?

CH: A gente tem três quesitos de atendimento: a coleção, que são os modelos que a gente confecciona geralmente duas vezes por ano, o semi-pronto, que é da nossa linha Bientot, atendidos pela Ana no Rio e pela Duda em São Paulo, e tem o exclusivo, que é só comigo. Na linha Bientot elas não desenham, elas trabalham em modelagens semi-prontas, então a gente tem algumas bases de modelagens. A noiva chega aqui e fala: “Eu quero um vestido semi-sereia”. Ela experimenta o semi-sereia, e aí a Duda e a Ana vão trabalhando as ideias em cima dessa base e o vestido nasce daquela forma. É um vestido que tem menos provas, porque ela começa a primeira prova já na renda, já com tudo o que tem direito porque a noiva já provou a base. A gente elimina uma prova e não tem uma modelagem exclusiva. Então temos uma criação linda, mas um pouco menos elaborada do que eu faço no exclusivo. A Ana e a Duda, além de fazerem esse atendimento da linha Bientot, elas também fazem as provas. Então a gente faz uma organização onde geralmente elas vão começando as provas e eu passo sempre nas provas finais. E foi o que você falou: a gente é muito alinhado. Temos um manual de atendimento do atelier que todo mundo tem que ter na ponta da língu! Não só as estilistas, como as pessoas de atendimento, do marketing, as costureiras e etc. A gente tem um afinação muito grande.

Vamos falar de tecido! O tecido é uma das coisas que eu vejo que mais dá a cara do vestido. O quanto é importante essa coisa de você ter acesso a tecido da Europa, por exemplo, e o quanto isso é legal para a estrutura da sua empresa?

CH: Eu acho que é muito importante a gente ter um diferencial, né? A ideia do atendimento ser incrível é um diferencial, a ideia do atendimento ser tão personalizado é um diferencial, e eu acho que essa parte do produto também tem que ser um diferencial. Se eu trabalhar com as mesmas marcas, mesmas lojas de tecidos de todo mundo, não é um diferencial. Por mais que meu corte ou meu bordado seja incrível, eu acho que a gente sempre tem que ter um elemento diferente e surpresa. Eu sempre gostei muito de fazer essas pesquisas de materiais de fora do Brasil. Não é fácil! É muito difícil a gente conseguir encontrar esses lugares, importar esses tecidos… É tudo bem enrolado, mas a gente tem várias empresas legais que são parceiras nossas, e eu tenho realmente esse apego muito grande por coisas exclusivas, porque acho que esse também é um outro diferencial da marca. Não adianta a noiva chegar aqui e falar: “Eu quero uma renda chantilly”, e eu mostrar três rendas chantillys que ela já viu na vida dela. Tem que ter uma renda chantilly incrível, diferente, que ela nunca tenha visto.

É obvio que a gente também trabalha muito com marcas nacionais, com importadoras que vendem para outras pessoas, mas realmente tem que ter uma gama diferente. A gente também tem uma busca muito grande por confeccionar bordados exclusivos, e quando eu falo bordado fica parecendo que é brilho, mas não é só brilho. A gente cria tecidos exclusivos, então a gente está agora nessa pegada de fazer bordado de bastidor, que são bustos bordados com desenhos que a gente cria, e fazendo essas misturas de renda, esse mix de rendas, como eu disse do vestido da Karina. Às vezes é uma coisa muito difícil da noiva visualizar, da noiva entender. Então a gente também cria essas estampas exclusivas com mix de rendas para ter essas “bandeiras”, que é como a gente chama um pedaço de tecido e a noiva poder visualizar. É sempre uma busca por novidades, por coisas diferentes, por realmente ser pioneiro nas coisas.

Carol, você é nova. Se daqui a 25 anos, por exemplo, uma noiva entrar e falar: ”Carol, esse vestido aqui vocês fez para a minha mãe e eu quero casar com ele. É só dar uma repaginada!” Como é que você acha que vai ser isso para você?

CH: Olha, tem uma noiva que eu fiz o vestido de 18 anos dela, e quando ela apareceu aqui dizendo que ia casar, eu fui me olhar no espelho para ver se tinha alguma ruga, porque é realmente uma coisa meio estranha você ver isso, sabe? (risos) Eu vou ser bem sincera! Eu acho que vai ser muito orgulho para mim ver que uma noiva teve tanto amor por aquele vestido, guardou com tanto carinho por tanto tempo e que ele voltou pra mim (…) Eu acho que você acaba fazendo parte da história daquela pessoa, e isso é muito bacana!

Falando um pouco na Inesquecível Casamento agora. Você fez várias capas da IC. O quanto uma publicação como essas na revista é importante para mostrar o seu trabalho?

CH: Primeiro de tudo: me dá um orgulho surreal ter um vestido na capa de uma revista, sabe? Como eu disse no começo, a Inesquecível está muito ligada a história da nossa empresa, porque a Inesquecível sempre foi uma ferramenta de relacionamento para a gente com outros parceiros do mercado, e sempre foi uma empresa moderna que sempre tentou elevar a gente não só na revista, mas também nas redes sociais e no site. Então eu acho muito legal esse mix todo, porque eu acho que a noiva que busca informação, não busca só na revista. Ela busca informação na revista, no site, no instagram… Ela quer consumir tudo! Eu fico muito feliz quando eu saio na Inesquecível porque eu sei que eu estou atingindo várias noivas. E sair na capa é um orgulho danado, viu?

(…) Nesse momento de pandemia, o atendimento online eu sei que você está fazendo e muito, né? Como que é? Você agenda? É através de ferramentas tipo o zoom? E aí você já cria também? Explica um pouco o processo.

CH: A gente sempre fez atendimento online, porque como você já falou, a gente tem muitas noivas que mora fora do eixo Rio-São Paulo e que querem ser atendidas. A maioria antigamente preferia o presencial, então a gente tem muita noiva de Belém, Cuiabá, Paraná, que compram passagem e vão ver a gente. Atualmente as pessoas se convenceram que o atendimento online também é legal. A gente criou um produto agora que é um dossiê que a gente faz para as noivas. Então a noiva agenda uma hora comigo, a gente faz via meet, do google, e nesse atendimento ela manda para a gente fotos do biótipo dela, eu faço uma avaliação. Então quando eu começo o atendimento, eu já tenho noção do que pode ser bom ou não para ela. Ela me passa todo o contexto do casamento e a gente vai organizando essa modelagem de vestido. Para fechar, eu mostro os tecidos, rendas e etc, e mando para ela esse dossiê completo com a análise corporal, com o croqui, fotos de todos os materiais que eu usaria no vestido, alguns vídeos de materiais e o orçamento. Eu tenho sentido que está tendo uma receptividade muito grande, porque eu acho que a grande questão das noivas é visualizar o vestido no atendimento em que ela não está experimentando. Dessa forma a gente conseguiu fazer com que elas visualizassem. Então eu tenho feito bastante atendimento online sim! Algumas noivas querem fazer um presencial depois para fechar as ideias. Mas tiveram várias noivas que já fecharam. A gente está mandando para a casa das noivas que fecham uma fita métrica e o meu livro de presente (guia atemporal das noivas com estilo).

Você faz sempre um desfile. Já fez um fantástico de 10 anos da marca no Belmond Copacabana Palace, no auge do teu atelier, do teu nome. Mas fora isso você faz todo ano no nosso IC Week Rio o desfile #noivasdacarol. Isso virou um case tanto de marca quanto de vida, porque você envolve a tua noiva em um segundo momento dela ser protagonista de uma história, né?

CH: Exatamente! Começou como uma brincadeira no primeiro ano, né? Quando você falou para fazermos um desfile e decidimos fazer com noivas reais. Foi muito legal. Foi uma energia incrível! As noivas realmente se sentiram protagonistas pela segunda vez. Tiveram noivas que já tinham casa há um tempo que levaram os filhos bebezinhos lá para desfilar junto. Então virou um sucesso! No segundo ano tinha gente pedindo batendo na porta. No terceiro ano, então, seis meses antes as noivas já estavam me ligando perguntado que dia seria o desfile da IC porque já queriam comprar passagem, porque como eu disse, tem noiva que mora em Belém, Manaus… Então as noivas realmente se programam para isso. Eu acho que as noivas querem ver alí desfilando, noivas reais, que já casaram. Uma coisa que é um grande debate no mundo da moda é essa coisa da perfeição. As noivas não são todas magras, não são todas com o corpo perfeito. Então eu acho que elas verem um desfile de noivas reais alí, elas acabam se sentindo mais próxima de se verem também. Tem noiva baixinha, tem noiva gordinha, tem noiva com seios grandes… E esse desfile é tanto para a noiva que vai ver, quanto para a noiva que vai participar (…).

Você recentemente foi mãe de gêmeos. Fala um pouco sobre a mãe Carol x profissional Carol.

CH: Depois que eu fui mãe, eu acho que eu fiquei mais apegada ao sentimento que as mães fofas têm com as filhas aqui, sabe? Eu acho muito lindo essa relação, essa troca. Eu tenho uma relação incrível com a minha mãe, ela é a paixão da minha vida. Mas eu acho que depois que a gente vira mãe, tem uma diferença mesmo. O que mudou um pouco na minha vida foi que eu ficava 24 horas aqui no atelier e agora eu fico 18h. (…) É maravilhoso!

 

Tem como não amar esse bate-papo? Confira a live na íntegra para não perder nadinha e ficar por dentro de tudo sobre é como ser uma #noivadacarol

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Pisciana intensa e amante de histórias de romance, sonha em casar na praia com o pôr do sol iluminando o grande dia. Aventureira e fascinada por tudo relacionado a viagens, deseja uma lua de mel fazendo um mochilão pelo mundo.