Tailor-made: o serviço sob medida da Franzen Alfaiataria

Por  |  0 Comentários


Quando o assunto é terno para noivo, eles sabem tudo. Em franca expansão, a Franzen Alfaiataria driblou a crise e cresceu 80% nos últimos cinco anos – período no qual assinou a produção de nada menos do que 5 mil noivos! 

História e tradição eles têm de sobra. Chegaram ao mercado com o nome de Franzen Alfaiataria em 1996, mas antes disso já atuavam de forma mais tímida na reforma de roupas masculinas. De lá para cá, muita coisa mudou. Tanto no segmento de trajes sociais quanto na própria estrutura da empresa, que migrou de Novo Hamburgo para Porto Alegre e só em 2016 produziu mais de 300 modelos sob medida.

E se os números impressionam, a qualidade dos tecidos escolhidos também salta aos olhos. De olho nas tendências, mas sem perder de vista que elegância é uma máxima quando se trata das roupas do casamento, a grife está sempre se reinventando. Para saber um pouco mais sobre esta trajetória, conversamos com Robson Andrade, diretor criativo da marca.


Leia mais

+ Dicas para escolher as abotoaduras da sua camisa social

bg-divisoria

+ Os dos e don’ts da flor de lapela

bg-divisoria

+ Tudo sobre o terno dos padrinhos de casamento


VOCÊS ESTÃO NO MERCADO HÁ MUITOS ANOS. PODE NOS CONTAR UM POUCO DESSA HISTÓRIA?

Nós começamos como uma alfaiataria normal e bem clássica em Novo Hamburgo. O criador foi meu ex-sogro, João Franzen, que dá nome à marca, mas hoje já está aposentado. Era uma pequena empresa familiar, que trabalhava com reformas de roupas e outros serviços nesse estilo.

Em 1996 o empreendimento ganhou o nome de Franzen Alfaiataria e, três anos mais tarde, foi levado a Porto Alegre. Hoje temos uma sede própria, bem grande, e estamos sempre nos desenvolvendo.

Terno para noivo: gravata borboleta - Foto Fernanda Nickkel

DESDE ENTÃO, O QUE MUDOU QUANDO O ASSUNTO É TRAJE PARA CASAMENTO?

No Rio Grande do Sul, chamamos os trajes para casamento de roupa cerimonial. E, aqui, essa parte tradicional sempre foi muito forte. Há algum tempo, o fraque e o meio fraque, por exemplo, eram muito comuns. Usava-se pouco terno e gravata.

Além disso, quase não havia moda praia ou moda campo. Com o passar dos anos isso foi mudando e, hoje, esses casamentos tão clássicos são muito reduzidos. Até quando se trata de uma cerimônia à noite, em uma igreja, os noivos passaram a optar por ternos sob medida. Quase ninguém pede fraque!

Terno para noivo: terno preto - Foto Daniel Scherer

QUAIS MODELAGENS ESTÃO EM ALTA?

Atualmente, o corte mais usado é o terno clássico, com lapela normal (também conhecida como notched) ou lapela de bico, mas sempre com dois botões e duas aberturas.

Os noivos buscam algo mais certo no corpo, sem sobra de tecido e sem bainha larga. Afinal, também se quer destacar o sapato. Camisas sob medida, um de nossos carros-chefe, fazem a diferença e são procuradas com uma frequência cada vez maior.

OS CRITÉRIOS PARA A ESCOLHA VARIAM DE ACORDO COM O ESTILO DA FESTA? 

Claro! É uma roupa que deve ser pensada para aquela ocasião específica. Aqui no atelier, por exemplo, o cliente chega e passa para a gente todas as características do seu evento: local, horário, quantidade de convidados… A partir daí, a gente começa a traçar a melhor roupa para ele.


FICA A DICA!

– Para casamentos à noite: use cores mais escuras. Grafite, azul marinho e cinza azulado são ótimas pedidas!

– Para casamentos de dia, na praia ou no campo: aposte em tons mais claros e tecidos alternativos, como o linho


DE QUAIS PEÇAS O NOIVO NÃO PODE ABRIR MÃO?

A gente crê que eles sempre devem se diferenciar dos convidados. Seja pelo colete – que geralmente é peça obrigatória, a não ser que se trate de um casamento moda praia ou pé na areia.

Até a cor do traje pode ser um diferencial! Levando em conta que o preto é a cor mais escolhida entre os convidados, ele é cada vez menos pedido pelos noivos.

Terno para noivo: colete azul - Foto Fernanda Nickkel

FALANDO UM POUCO SOBRE O ATELIER, QUAIS AS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO ESPAÇO?

Em 2010 inauguramos esta loja, que é bem grande e confortável. No andar superior fica toda a parte de produção. Embaixo há uma sessão infantil, com brinquedos e atrativos para as crianças, uma área destinada ao atendimento dos clientes em geral e outra exclusiva para noivos.

Mais reservada, essa parte reúne provadores-sala equipados com todas as cartelas de tecidos, opções de botões e tudo o mais. O atendimento é isolado, à parte de todo o burburinho da loja, para que a gente possa ter uma conversa bem particular com o noivo.

Terno para noivo: atelier - Foto Divulgação

COM QUANTA ANTECEDÊNCIA OS CLIENTES DEVEM PROCURAR A MARCA?

O quanto antes, melhor. O ideal é uma antecedência de 35 dias para conseguirmos escolher os tecidos, cortá-los e fazer as provas. Quando os noivos pedem um tecido importado, às vezes demora um pouco mais do que o previsto, então vale a pena nos procurar de 45 a 50 dias antes do casamento.

Para biotipos mais comuns, bastam três visitas. A primeira é a mais importante, pois nela fazemos a escolha e tiramos as medidas. Na seguinte fazemos o alinhavo e, depois, os ajustes finos.

COMO FUNCIONA O DIA DO NOIVO DA FRANZEN?

Ele é mais uma consultoria do que a questão física. Além de todo o atendimento prévio – que vai da escolha do terno para noivo às provas -, nossos atendentes o ajudam a se vestir no dia da festa.

Eles também prestam um atendimento a todos que estarão no altar, aconselhando em relação à postura comportamental para se saírem bem nas filmagens e fotos.

Terno para noivo: gravata preta - Foto Daniel Scherer

Gostou de saber um pouco mais sobre a história da Franzen Alfaiataria? Conte para a gente nos comentários!


Crédito

1, 3 e 4- Fernanda Nickkel  |  2- Jorge Scherer  |  3 e 6- Daniel Scherer  |  5- Divulgação

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterPin on PinterestShare on LinkedInEmail this to someonePrint this pageBuffer this pageDigg thisShare on RedditShare on Tumblr


ic indica

avatar

Nascida em Minas, criada em Recife e apaixonada pelo Rio. Viajar o mundo é seu sonho, o que torna luas de mel e destination weddings um caso de amor à parte. Escolheu o jornalismo pela inquietante vontade de transformar em palavras histórias que mereçam ser contadas.