Rodrigo Sack: especialista em encontrar o ângulo perfeito

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A fotografia está em seu DNA: conheça a trajetória do fotógrafo Rodrigo Sack

Ele já ultrapassou a marca de um milhão de fotos. Seu jeito de fotografar é particular. Ousaria dizer que é único, já que quando miro uma de suas fotos, sempre adivinho a autoria. No olhar de Rodrigo Sack qualquer casamento fica bonito. É como se o seu fotômetro tivesse uma bússola apontando o melhor ângulo, aquele que privilegia o que já está bonito ou que encontra a melhor forma de registrar algo nem tão sensacional assim.

De onde veio seu poder de paralisar o tempo?

Rodrigo Sack

A fotografia está em seu DNA. Desde cedo, quando acompanhava seu pai em viagens, o gosto por eternizar tais experiências veio à tona. Quando ainda tinha 17 anos, mudou-se para os Estados Unidos a fim de cursar Economia, porém descobriu em Santa Bárbara (Califórnia), um dos melhores cursos de fotografia do mundo, o renomado Brooks Institute Of Photography, o qual estudou durante quatro anos.

O start na carreira veio logo depois, aos 19 anos. Ele sentiu na pele o que todo fotógrafo de primeira viagem sabe: se arriscar e seguir em frente são pontos primordiais para alavancar a carreira e investir em equipamentos melhores.

“Comecei fotografando qualquer coisa na Califórnia. Já fotografei de tudo para ganhar algum trocado, de book de moda até retratos de cachorros. Aos poucos fui juntando dinheiro para comprar máquinas e lentes melhores,” relembra. Três anos mais tarde, o fotógrafo JR Duran o convidou para trabalhar em São Paulo. “Achei o máximo trabalhar com o fotografado mais famoso do Brasil, na época. Depois voltei para a Califórnia e trabalhei com David Lachpelle, um dos mais famosos e bem remunerados do mundo. Aos 25 anos voltei para o Brasil definitivamente e comecei a trabalhar com revistas de modas, campanhas de publicidade… fotografava para Playboy, Trip, Rolling Stones”.

E POR QUE FOTOGRAFAR CASAMENTOS?

Nessa mesma época, ele também começou a trabalhar com Alice Lima (uma das maiores fotógrafas de casamento do Brasil, em 2007), como segundo ou terceiro fotógrafo. A oportunidade garantiu muitos aprendizados. Não foi fácil ganhar a confiança dos clientes. Mas a parti dali, se envolveu com a fotografia social e decolou.

Bacharel em Digital Imaging, especializou-se em fotografia industrial e balística e, aos 34 anos, é enfático ao dizer: quanto mais trabalha, mais sorte tem. “Na vida acho que 90% é trabalho e 10% sorte. Muitos se esquecem que trabalho com foto desde os 19 anos”. Com a agenda cheia, se reinventa a cada casamento, já que não falta empatia com os noivos e se envolve de forma diferente com toda história que se propõe contar.

Foto Rodrigo Sack

ESTILO

Sua fotografia é leve. Lúdica. Clean. Nada poluída demais. Como eternizou Henri Cartier Bresson “fotografar é colocar na mesma linha de mira, a cabeça, o olho e o coração”, e disso Rodrigo entende bem, não dá um clique sem enquadrar sentimentos – elemento-chave em suas imagens. Com sua Canon, preza pela espontaneidade e sabe dar valor a fotos tradicionais e atemporais, aquelas que não podem faltar no álbum do casamento.

Como referência, carrega a admiração por Mario Testino, Patrick Demarchelier, David Hamilton, Cecil Beaton, Sarah Moon, José Villa e JR Duran. Viaja pela arte e vê nela o nutriente para um trabalho diferenciado. Para ele, a bagagem cultural gera um conhecimento que técnica ou equipamento nenhum oferece. “Um fotógrafo com visão limitada de arte não favorece,” completa.

Foto Rodrigo Sack

ZOOM

  • O que os noivos sempre perguntam? Se eu realmente vou ao casamento. Quando o cliente fecha comigo vou pessoalmente. Se eu não tiver a data, Pati Secchin (minha esposa) vai como parte da equipe
  • Qual a média de preço? Depende do cliente quer, álbuns, fotógrafos extras
  • Trabalha com hora extra? Não, minha equipe fica até o final. Eu trabalho 10 horas
  • Cobre mais de um casamento por dia? Às vezes dois
  • Em quanto tempo entrega o álbum? E as fotos digitais? As fotos no máximo em 30 dias e o álbum um mês depois da diagramação aprovada
  • O que é deselegante para um fotógrafo? Ir mal vestido e ser espaçoso, temos que sumir na festa
  • Não pode faltar na reunião: empatia e referências do que os noivos gostam
  • Celulares x casamento: odeio (risos!), mas não tem como impedir
  • Momento preferido: making of
  • Realiza curso de fotografia? Pretende? Não, ainda não pensei nisso. No futuro acho que vai ser legal, mas agora não tenho tempo

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Jornalista mineira, dona de uma coleção de sonhos e apaixonada pelo o que é leve. Nunca subiu ao altar, mas nutre a certeza de chegar lá com seu amor da vida. Adora combinar palavras para contar histórias e assume ter uma queda por casamentos ao ar livre.