Em contato direto com Deus: Padre Omar conta como é celebrar casamentos aos pés do Cristo

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Júlia Cerqueira

Padre Omar é reitor do Cristo Redentor e pároco da Igreja São José da Lagoa, a conhecida igreja de vidro da Zona Sul carioca. 

E, nesse papo com o Fabiano Niederauer, ele conta a emoção de celebrar casamentos em um lugar tão simbólico quanto o Cristo Redentor. Confira.

O casamento é a união entre pessoas que se amam para construir uma família. Quanto você se emociona e se envolve com momento?

PO: A celebração matrimonial é marcada pelo afeto, pelo amor verdadeiro, pela emoção, pela celebração da história dos noivos e a gente fazer parte desse momento sacramental ajuda na nossa renovação espiritual (… )A celebração sacramental católica é a única celebração em que o padre não é o celebrante; ele é o assistente. Quem celebra são os próprios noivos. Então é algo muito forte e muito especial.

O que é celebrado em um casamento?

PO: É importante, durante a celebração cerimonial, a gente garantir a concentração dos noivos naquilo que de fato eles desejam celebrar: o amor conjugal, a certeza da constituição de uma nova família – que é célula mãe da sociedade. Então o matrimônio bem celebrado já revela o interesse que o casal tem um pelo outro (…) 

Como os noivos podem se preparar para o casamento?

PO: Ninguém contrata um serviço pro casamento em cima da hora. A pessoa cria uma relação com aquilo (… ) A gente destina um tempo se dedicando aos preparativos, então porquê também não gastar um tempo cuidando da espiritualidade, do coração, fazer um bom curso de noivos, fazer um momento de encontro com Deus, ter um bate-papo com o padre para ajeitar a cabeça dentro dos propósitos que o matrimônio exige?

Durante a celebração, como você pontua os elementos importantes de um casamento?

PO: É importante a gente poder pontuar elementos importantes da Sagrada Escritura para que se crie um envolvimento espiritual. É um sacramento, então nosso compromisso é criar contextualização em torno da palavra de Deus e do amor que está sendo celebrado (…) O mais importante é a gente perceber que o casal está disposto e cada fase do ritual ser bem feito: o mútuo consentimento, a bênção nupcial, a troca das alianças…Tudo tem que ser feito com muita verdade e muita tranquilidade. A gente zela muito pela qualidade para que tudo aconteça de acordo com as normas litúrgicas e de acordo com o clima (…) E a mensagem do padre nesse momento pode ser de grande importância.

Padre, você tem uma missão muito difícil. Você é um padre super atuante no Rio de Janeiro e tem na mão o Cristo Redentor. Quais são as regras para casar nesse local?

PO: Nós temos as opções de casar dentro da Capela de Nossa Senhora Aparecida, dentro do monumento, que cabe umas 25 pessoas sentadas e outras em pé, uma coisa mais íntima dentro do horário de funcionamento do Cristo, das 8h às 18h. 

Antes ou depois desse horário, a gente também realiza, mediante agendamento, porém a produção é maior e diferenciada já que o parque já está fechado.Ou seja, você pode casar no Cristo em qualquer dia e em qualquer horário. Não chovendo, é o lugar mais lindo do mundo para casar.


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O Alok e a Romana Novais casaram aos pés do Cristo. Conte um pouquinho pra gente como foi essa experiência.

PO:. O Alok lançou moda. Eu lembro que 23h30 fui jantar com o ALok e com a Romana, e fomos para casa por volta das 01h30 da madrugada, nos prepararmos para o casamento. 

A gente não tinha mandado release para imprensa e quem participou do casamento foram só pessoas próximas ao casal. Quem mora no Rio de Janeiro sabe que de manhã cedinho o helicóptero da Globo sobrevoa a cidade para falar do trânsito e etc. Nesse dia, o helicóptero passou e viu a movimentação no Cristo e no meio da cerimônia meu celular começou a tocar muito. Era a imprensa querendo saber o que estava acontecendo ali. Foi uma situação inusitada.

O casamento do Alok inaugurou uma série de outros casamentos nesse horário diferente, sempre às 5:30 da manhã no alto do Corcovado.Foi uma experiência muito diferente. E foi muito legal participar de uma cerimônia tão bacana.

Você percebe que quando os turistas chegam ao Cristo eles têm algum tipo de experiência com Deus?
PO: Há uma experiência forte e marcante. A pessoa que chega no Cristo tem aquele encontro com a natureza. Lá é o camarote da cidade do Rio de Janeiro: uma colina muito abençoada e um visual lindo! Ali é onde a natureza humana se toca com a natureza divina. A obra do Cristo é um monumento de 38 metros com uma capelinha linda de Nossa Senhora Aparecida na base. É um lugar maravilhoso e conhecido em todo mundo e que comunica esperança e resiliência. Tudo o que a gente precisa nos momentos atuais.

Qual conselho que você dá para os casais que chegam a você e que você observa que está se desalinhando?

PO: Esse momento de pandemia está criando muita instabilidade (…) As pessoas estão muito nervosas, e a família absorve isso tudo e, mais do que nunca, a gente precisa encontrar na fé o nosso ponto de apoio (… ) Não podemos deixar perder de vista esse amor, essa integração e essa beleza que está presente nessa instituição tão fabulosa que é a família. 

Assista na íntegra e veja a história INUSITADA que o padre Omar compartilhou com o Nied e a mensagem de esperança ele deixou para enfrentarmos esse momento de pandemia.

 

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