Milton Chuquer: raio-x de um dos DJs mais requisitados de SP

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Se está procurando um DJ para casamento, tem que ler essa matéria! Conversamos com Milton Chuquer, um dos nomes mais influentes na cena paulista e o resultado você vê aqui!

DJ para casamento - Milton Chuquer - Foto DivulgaçãoEle foi parar no mundo das pick ups por acaso e, de forma meteórica, se tornou um dos DJs mais requisitados do Brasil. Recusa rótulos e pensa que, cada vez mais, comandar uma festa significa entender seu público para que ele deixe a tecnologia de lado por pelo menos algumas horas. O nome por trás de tanto sucesso? Milton Chuquer, 57. Embora conceder entrevistas não seja a sua praia, Miltão – como também é conhecido – conversou com a IC e o resultado você vê aqui.

Nascido em São Paulo, sua paixão pela música vem de longa data; na juventude, era considerado o DJ oficial de turma de amigos. Fazia festas na casa de conhecidos e até os ajudava em outros eventos, deixando clara sua influência pela onda disco dos anos 70 – que, não esconde, dura até hoje. Por algum tempo as pistas dividiram sua atenção com o cargo de diretor comercial da empresa da família e foi apenas em 1998 que Milton decidiu largar a carreira corporativa.

O gatilho veio por intermédio de uma conhecida, que o convidou para tocar profissionalmente nas suas bodas. “Eu nem sabia como cobrar, mas foi ótimo”, lembra. Desde então, tudo evoluiu de forma natural. Em pouco tempo se juntou à MB Produções, que estava entrando no mercado, e em 2000 se tornou oficialmente sócio da empresa. Treze anos mais tarde ela passou a se chamar MB Pro Audio, graças à expertise adquirida em projetos de sonorização. Atualmente são três sócios e uma lista de clientes bastante expressiva.

E nada de arrependimentos! Milton conta que, se soubesse como seria a rotina comandando pistas pelo mundo, teria mudado de profissão antes. Com um nome cada vez mais forte no mercado, passou a ser convidado para tocar em muitos casamentos e a associação logo veio. Na sua opinião, por questões lógicas: como esse tipo de evento bloqueia a agenda do profissional com muita antecedência, ele acaba não tendo disponibilidade para outras modalidades.

Isso não significa que Milton não tenha comandado um sem-fim de clubs renomados ao longo de seus anos de estrada. “Não me considero DJ de casamento, sou DJ e ponto final. É só colocar uma pick up na minha frente que vou fazer os caras dançarem”, enfatiza. A particularidade dos casamentos, de acordo com ele, está na responsabilidade envolvida.

DJ para casamento - Milton Chuquer - Foto Divulgação

“Tocar 1h30min em uma festa não é a mesma coisa de comandar um casamento. Nele há variações musicais e de público, além de uma duração bem maior. Hoje existe uma tendência dos DJs quererem migrar para esse setor porque – como business – ele é muito bom, mas a responsabilidade é triplicada”, argumenta. Para Milton, não importa o tempo de carreira: tocar em um momento tão significativo para alguém é um eterno desafio.

Mas com a prática vêm os métodos: há cerca de dez anos Milton se acostumou a frequentar os eventos com um assistente, responsável por abrir a pista e tocar durante o coquetel, além de atender a possíveis demandas de ritmos – como sertanejo e funk – que não entram em seu setlist. “Não tenho nada contra, mas acho que eu não me sairia bem tocando essas músicas porque realmente não gosto”, explica.

O ESTILO MUSICAL

Categórico, ele afirma: a base de tudo está na disco music da década de 1970. “Até as produções atuais, inúmeras delas de sucesso, têm influências de lá. Qualquer bom produtor vai te falar isso”, explica. Para Milton, todo ritmo que entrar no seu repertório – e aí o DJ se refere ao house, deep house e techouse – terá um pezinho naquela época. Inspirado por nomes como David Morales, Timmy Regisford e Frankie Knuckles, sua performance também costuma abrir espaço para um pouco de pop rock e hip hop.

“Tudo depende da leitura que fizermos do público, para agradar o maior número possível de pessoas. Conversando com o dj e amigo Felipe Venâncio, que no início foi uma grande inspiração para mim, chegamos à conclusão de que, como a musica está disponível para quem quiser, só nos sobrou uma coisa: interferir nas escolhas e no momento em que elas são feitas. O melhor DJ do mundo tem o apelido de timing.”

DJ para casamento - Milton Chuquer - Foto Divulgação

O principal objetivo de Milton é fazer um mix musical que arranque emoção das pessoas: “Trazer a galera para você, o que está cada vez mais difícil porque existem milhões de concorrentes e o principal deles é o celular. Enquanto dançam, os convidados estão no Snapchat ou no WhatsApp e a música é apenas uma das mil coisas acontecendo ao mesmo tempo. E aí experiência do DJ conta muito. Adoro quando um cliente vai a uma festa com outro profissional e depois me diz: ah, foi bom, mas com você é diferente.”

Embora resida em São Paulo, Milton está sempre viajando e toca com frequência em outros locais. Segundo ele, lideram a lista Ribeirão Preto, Trancoso, Curitiba, Campo Grande e Recife. Para o restante de 2016, já são três festas programadas fora do país: duas na Itália e outra no México. Com uma média de 80 eventos por ano, tocando no mínimo seis horas em cada um, seus serviços costumam ser contratados com um ano de antecedência.

MILTON CHUQUER NAS HORAS VAGAS

Sem Spotify: por um misto de falta de tempo e preguiça, ele não usa o aplicativo. “Nas horas vagas continuo curtindo um som e pegando referências, mas menos do que eu gostaria porque minha rotina é muito corrida”, conta.

Agenda bloqueada no Carnaval! Mas não é porque curte cair na folia, e sim porque nessa época do ano, religiosamente, Milton tira férias para esquiar na neve. “Eu adoro, acho que é o meu maior hobbie”, diz.

Gostou das dicas desse DJ para casamento que é um dos mais renomados do país? Conta para a gente nos comentários!

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Nascida em Minas, criada em Recife e apaixonada pelo Rio. Viajar o mundo é seu sonho, o que torna luas de mel e destination weddings um caso de amor à parte. Escolheu o jornalismo pela inquietante vontade de transformar em palavras histórias que mereçam ser contadas.