José Antônio Castro Bernardes: o sinônimo de harmonia e bom gosto para decoração

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Texto: Júlia CerqueiraEm mais de 25 anos de carreira, José Antônio de Castro Bernardes tem no portfólio a realização de mais de mil eventos. Seus clientes variam entre nomes da alta sociedade, artistas e formadores de opinião. Hoje, o decorador é referência dentro e fora do país, sempre trazendo tendencias e ideias para que seus eventos sejam sempre atuais, inclusive nas lembranças.São quase 30 anos de um trabalho muito planejado, muita pesquisa e aprendizado, sendo seus clientes seus maiores inspiradores. Quer conhecer um pouco mais sobre o trabalho dele? Então leia esse bate-papo que a IC teve o prazer de realizar com Zé Antônio.

Como foi o primeiro evento que você decorou?

ZA: Eu já trabalhava com decoração de interiores e, durante uma cerimônia de casamento, uma amigaque também ia casar me pediu para que eu fizesse a decoração do casamento dela(…) Eu não sabia fazer, ela insistiu e eu acabei fazendo. Foi assim que começou (…) Na época não tinha nada para alugar, só tinha cadeira, mesa e algumas toalhas. Eu fui um dos primeiros a fazer lounges, essas coisa de ambiente de estar. E assim foi começando, mudando a cara das coisas (… ) Isso abriu um caminho bem novo e deixou as festas divertidas.

Como era a locação de móveis antigamente?

ZA: Antigamente a gente corria atras de móveis próprios ou dos clientes. Também existia uma parceria com os antiquários. Em São Paulo tinham muitos, e como eu já faia decoração e interiores, tinha muito contato com esses antiquários e ia neles e pegava muitas coisas.

Seus clientes pedem sua opinião em tudo?

ZA: Isso acontece e muito! Eu sou palpiteiro e gosto também de dar palpite. A gente se envolve muito com o projeto pois são realizadas várias reuniões e isso vai criando um vínculo, uma amizade muito grande! E eu gosto disso, então eu acabo dando palpite em tudo! E eles (os noivos) também perguntam muito(… )Eu já saí com noivo para escolher roupa(…) É muito gostoso e emociona muito.

E o limite com o assessor?

ZA: O assessor também me pergunta. É ele quem coordena, é o meio de campo. Ele também quer que a festa converse entre si. E meus palpites são sempre com o assessor junto e vendo até onde eu posso chegar! Daí a necessidade desse profissional. Antigamente não tinha, hoje em dia ter um assessor é uma benção! 

Com é feita a escolha dos profissionais (fornecedores) para o seu time?

ZA: Eu tenho um time de fornecedores que costumo trabalhar no Rio de Janeiro e em São Paulo. E tudo o que eu mais gostaria é que eles pudessem sempre viajar comigo, mas nem sempre é possível. Então eu procuro usar fornecedores locais e eu acho isso um grande diferencial. Além de estar entregando um custo-benefício melhor para o seu cliente, também está ensinando o seu jeito de ser e fazer festa(…) Aqui em São Paulo sou absolutamente aberto, não tenho nenhum fornecedor fixo para nada! 

Como você capta o estilo da noiva para desenvolver o seu processo criativo?

ZA: Não é difícil. Em uma boa conversa você capta(…) Perguntando o que os noivos fazem, onde vai ser o casamento, o tipo do vestido da noiva, o tipo de serviço de buffet que eles estão esperando… isso tudo influencia no projeto, não só a hora do casamento, número de convidados, assim você vai sentindo como vai ser o casamento(…) Quando você começa a mostrar o seu trabalho, (eu gosto de mostrar o meu livro e gosto de dar de presente para as noivas), a pessoa aponta “Eu gosto disso, eu gosto daquilo!”, você vai formando o perfil da noiva e sabendo o que ela gosta.

Quais as dicas que você dá para que as pessoas fiquem atentas ao bom andamento da festa a fim de evitar imprevistos?

ZA: Projeto. Você ter um projeto bem feito e seguir esse projeto é tudo! Você tem a dinâmica da festa: por onde o garçom vai entrar, vai sair, por onde os fios irão passar entre outras coisas, são detalhes que podem estar descritos no projeto. Inclusive, hoje em dia as noivas logo querem saber onde vai ser o bar. Então o bom posicionamento dele precisa estar no projeto, por exemplo.

Afinal, qual o lugar certo do bar?

ZA: Todo mundo acha que o bar tem que ser dentro da pista. Eu acho que o bar tem que ser perto e não dentro. Ele tem que estar em um lugar de fácil acesso para a reposição sem que isso atrapalhe o divertimento dos convidados.

Como é a inclusão da decoração aérea dentro do projeto?

ZA: Ela é praticamente 50% da festa ou até mais. Quando não dá pra fazer decoração aérea a gente faz estruturas de 3m de altura, por exemplo. Mas hoje é muito difícil uma casa de festas que não tenha um jeito de prender a decoração aérea. 

Teve alguma situação que você ficou inseguro com o fornecedor?

ZA:  Teve sim. Contratamos uma equipe de toldo com um amigo da noiva e ele nos deixou na mão. No final das contas tivemos que contratar uma equipe na véspera e deu tudo certo. Mas foi muito tenso! Às vezes durmo e sonho com o que aconteceu, um horror! Mas deu tudo certo.

Quando você viaja, a lazer, o que você gosta de fazer e que inspira o seu trabalho?

ZA: É difícil alguma viagem somente a lazer. Mas o que me inspira é visitar os outros fornecedores(…) Conhecer a cultura local, o jeito como as pessoas vivem, como elas se comportam nos ambientes(… ) Dessa maneira, você vê uma ideia, um móvel, uma colocação diferente(…) Eu acho isso muito bacana.

Para finalizar, qual lugar de SP que as pessoas não podem deixar de visitar?

ZA: Eu gosto muito da Pinacoteca. Sempre tem exposições interessantes, o prédio é show e as exposições também. Para registrar tantas experiências, em 2013, o decorador lançou o livro ” 25 Anos De Festa”, pela 3R Studio, que você pode comprar aqui.Se você quiser acompanhar na íntegra como foi esse bate papo, o vídeo está aqui embaixo! http://rusbankinfo.ru Срочные займы онлайн без справок и поручителей

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