Paulo Dolce: da psicologia para o mundo da moda

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Texto Márcia Disitzer

Conheça a trajetória de Paulo Dolce, o estilista de alta costura que mergulhou no universo das noivas. Confira!

Paulo Dolce até que tentou fugir de um destino que parecia estar traçado. Filho de alfaiate, ele formou-se em Psicologia e chegou a clinicar. Mas a moda, que já corria em suas veias, falou mais alto. Hoje, com mais de 30 anos de carreira, sobram motivos para comemorar esta sábia decisão.  Com atelier em São Paulo, o estilista atende noivas de todo o Brasil e oferece a elas vestidos exclusivos, sob medida, feitos a partir de sua técnica apurada e embalados pelo amor que ele nutre pelo seu ofício. “Cresci vendo meu pai costurar, modelar. Ele trabalhava para lugares que eram referência de moda em São Paulo, como Casa Vogue e Madame Rosita. Mas não imaginei que fosse mexer com isso”, conta Paulo.

Paulo Dolce - Foto Anna Quast & Ricky Arruda

Foto Anna Quast & Ricky Arruda

“Iniciei minha carreira criando acessórios na máquina de costura que foi da minha avó e, em seguida, do meu pai. Depois, desenvolvi uma coleção de casacos com um trabalho em patchwork, que misturava couro, pele, renda e tecido. Mais adiante, surgiu a primeira noiva, que era de Brasília. Foi com ela que deu o ‘start’  para minha carreira”, relembra.

Recentemente, a excelência de seu trabalho de alta costura – já muito requisitado pela sociedade paulistana – ganhou um novo aliado: o Instagram. Graças a esta rede social, Paulo passou a ser conhecido em todo o Brasil e exterior e a alcançar um público distante. Elas, as noivas, veem os nossos vestidos e observam que eles são diferenciados. Atualmente, atendo noivas de todos os estados do Brasil. Elas já chegam com o dever de casa pronto e sabem exatamente o que querem”, explica o estilista, que cria cerca de 30 vestidos por mês e coordena equipe de 15 pessoas.

O processo  começa com uma boa conversa. “Depois de 40 minutos de papo, já sei o caminho. E o meu desenho é totalmente fiel ao vestido”, frisa.  Noivas que moram em São Paulo costumam fazer até oito provas.  Para as que vivem em outro estado, este número pode ser reduzido. “É preciso encomendar o vestido com oito meses de antecedência”, avisa Paulo.

Foto Mel e Cleber Fotografias e FilmesFoto Gouveia Roenick Photo Art

Incansável na pesquisa de materiais, Dolce está sempre atento ao novo sem abrir mão do estilo clássico e atemporal. “Hoje, o que está em alta são as rendas e os tules com desenhos mais simétricos e definidos. A renda floral miúda continua, mas sem tanta força. O fundo levemente nude também é tendência, até para os modelos menos armados”, diz ele. “O decote ombro a ombro esta sendo menos pedido este ano. Mas isso não impede que uma noiva que tenha um colo deslumbrante use. Porém, tenho preferido decotes mais fechados trabalhados com transparência. Igrejas grandes pedem um véu vistoso. Vestidos com caudas sobrepostas e trabalhadas podem pedir um véu mais limpo”, explica o estilista, que não esconde o entusiasmo pelo grande dia.  “A cada prova, o vestido vai crescendo e a gente participa da alegria do casamento. Eu sempre que posso compareço à cerimônia. Amo o que faço”. E nós também, Paulo.