Vinícolas made in Brasil – Vindima 2016

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Com o objetivo de valorizar os produtos nacionais a organizou uma viagem para as vinícolas Famiglia Valduga e Luiz Argenta com a participação de cerimonialistas, profissionais do mercado de casamentos e formadores de opinião.

A realizou entre os dias 26 e 29 de janeiro uma viagem à Serra Gaúcha com seus principais clientes  e parceiros de 2015. A viagem teve como objetivo mostrar o potencial das vinícolas brasileiras aos principais profissionais de eventos do Rio de Janeiro, e como se dá a elaboração dos premiados vinhos e espumantes da região.

A data foi estratégica, pois nessa época as vinícolas estão em plena atividade recebendo uvas da vindima (época de colheita), prensando e começando todo o processo de fermentação. Uma experiência única e inesquecível que nunca presenciei em outro lugar do mundo, o enoturismo da região sul está no mesmo nível de passeios turísticos da Europa e dos Estados Unidos e acho muito importante valorizarmos nossas riquezas!

DIA 1 – 26 DE JANEIRO

Reunião do grupo composto por Rosana Dana, cerimonialista, Dark Costa e Flávia Ricobello, do Les Amies Cerimonial, Diego Coelho, da Help! Bar, Thiago Calil, decorador, Fernando Padua, do Cerimonial Ricardo Stambowski, Michele Senise, da Misenise Cerimonial, a colunista, Marcia Romão e o esposo Quentin Lewis e Carolina Antunes, do Buffet Ecila Antunes. Além do anfitrião Guilherme Menin, da , responsável pela viagem.

Chegamos em Porto Alegre pela manhã e fomos direto para uma das poucas casas construídas no início do século XX, adquirida na década de 80 pelo grupo Famiglia Valduga e restaurada sem perder a sua originalidade. Nesse ambiente histórico além da delicatessen experimentamos o cardápio original do restaurante Casa Madeira, com culinária inspirada nos primeiros imigrantes italianos no Vale dos Vinhedos. Em uma verdadeira viagem no tempo sentimos como se estivéssemos no início do século XX. O prato Imigrante 1876, por exemplo, é composto por codorna, acompanhado por polenta, tagliatele ou nhoque de batata doce, ambos ao potente molho da ave de caça, e pela salada exótica de radicci com bacon frito e a harmonização ficou a cargo dos excelentes rótulos da Domno.

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Com 20 anos de mercado a Casa da Madeira também é uma delicatessen que elabora produtos 100% sadios e naturais, com supervisão direta da Família Valduga, no Vale dos Vinhedos. A linha de produtos inclui sucos de uva kosher, orgânico, integral e enriquecido com fibras – sem adição de conservantes, açúcar ou água –, sucos varietais, antepastos, geleias e cremes de balsâmico, voltados ao segmento gourmet.

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Em seguida fizemos o check-in nas Pousadas Casa Valduga, com apenas 24 acomodações, as Pousadas Raízes, Leopoldina, Identidade, Gran e Storia, batizadas com o nome dos vinhos ícones da marca, combinam uma decoração rústica e moderna, associados ao charme de estar hospedado no coração de um vinícola e cercado por parreirais. O Complexo Enoturístico da Casa Valduga conta também com um amplo jardim para realização de cerimônias externas, além de um cenário incrível para álbuns de casamento.

ComplexoCasaValduga

Depois de um breve descanso seguimos para um Happy Hour com degustação da linha Ponto Nero no Jardim Leopoldina, localizado em um terreno de 2,5 hectares que conserva a mata nativa e as ruínas da primeira capela da região do Vale dos Vinhedos datada de 1876. O grupo Famiglia Valduga restaurou uma belíssima casa centenária com estilo típico da imigração italiana e inaugurou esse empreendimento que possui uma cafeteria com deliciosas opções da gastronomia italiana, com espaço petfriendly e uma linda área verde com trilha que contorna toda a propriedade. O Jardim Leopoldina também comporta mini weddings para até sessenta pessoas. Uma excelente opção para destination weddings em um dos cartões postais do sul do Brasil!

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DIA 2 – 27 DE JANEIRO

Chegou a hora de visitar a famosa Casa Valduga e descobrir como funciona seu processo de produção. Fomos recebidos com calorosas boas vindas do proprietário da vinícola, João Valduga, com 41 anos de história o local é o precursor do grupo na elaboração de vinhos finos. Com a assistência de um enólogo pudemos acompanhar o processo desde a chegada da uva até a maturação da bebida. Conhecemos a unidade de recebimento de uvas da vinícola, experimentamos o vinho base de espumantes 100% chardonnay com 4% de álcool, iniciando a fermentação onde o açúcar é transformado em álcool. Visitamos também os vinhedos e as caves subterrâneas e experimentamos alguns dos seus espumantes estes elaborados pelo método Champenoise, onde a segunda fermentação acontece dentro da própria garrafa.

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Desfrutamos de um delicioso almoço no restaurante Maria Valduga, onde os irmãos iniciaram sua primeira cantina, com as receitas da Dona Maria, matriarca da família. Atualmente o restaurante segue as receitas de sua fundadora e sua filosofia de simplicidade e fartura com o sabor da típica cozinha italiana.

Para finalizar essa etapa da viagem fizemos uma visita com direito a degustação na Domno, responsável pela elaboração de espumantes, como as linhas Ponto Nero e Alto Vale, que já conquistaram jurados internacionais e ganharam destaque no mercado nacional. Produtos marcantes por sua composição frutada, refrescante, de perlage intensa e brilhante, que contrastam perfeitamente com a elegância e modernidade de seus rótulos. Localizada na cidade de Garibaldi, a Domno também é uma importadora que traz com exclusividade para o Brasil rótulos de diferentes nacionalidades.

FamigliaValduga

Deixamos Bento Gonçalves com gostinho de quero mais, rumo a Flores da Cunha. Essa cidade é historicamente conhecida por receber as primeiras uvas viníferas do Brasil, em 1931. Fizemos o check-in no Hotel TRI, e seguimos para um jantar harmonizado com vinhos Luiz Argenta no restaurante italiano Famiglia Veadrigo. Com estrutura totalmente familiar e atendimento feito pelos próprios donos, de maneira acolhedora e descontraída.

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DIA 3 – 28 DE JANEIRO

Começamos o dia com uma visita a vinícola Luiz Argenta Vinhos Finos. Em 1999 os irmãos Deunir e Itacir, filhos de Luiz Argenta, adquirem a propriedade, em Flores da Cunha, e desenvolvem um moderno projeto para produção de uvas e vinhos. Percorremos os parreirais e pudemos colher algumas das 16 variedades diferentes de uvas viníferas presentes em uma área de 55 hectares.

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Estrutura: em 2009 a vinícola inaugurou uma nova estrutura, com um projeto moderno e inovador. Por ter uma arquitetura diferenciada, inspirada nas curvas das planícies locais, recebeu o título de a mais bela vinícola do Brasil em 2012, e o título de uma das mais belas vinícolas do mundo, pela revista ADEGA em 2010.

Vinícola Luiz Argenta

Processo de produção: na visita ao interior da vinícola conhecemos o sistema de vinificação por gravidade, que não danifica a baga da uva e não quebra as suas sementes, ganhando em qualidade para o vinho. Também pudemos ver os tanques de aço inox, com cintas térmicas que garantem o controle de temperatura e são responsáveis pela fermentação dos vinhos e o envelhecimento no carvalho feito em barricas de carvalho francês.

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Casamentos: a Luiz Argenta dispõe de uma propriedade com diversos ambientes, gramados e pátios externos onde é possível a montagem de estruturas para eventos de 80 a 400 pessoas que podem ser totalmente personalizados e com uma vista para os vinhedos. Além disso, em maio de 2016 a Luiz Argenta inaugurará um restaurante e espaço para eventos no terraço da vinícola, que terá suporte para até 200 pessoas. Este espaço, que se chamará “Clô”, homenageará a matriarca da família, Sra. Clorinda Argenta.

casamento-luiz-argenta_Fotos Edson Pereira

Fomos convidados pelos proprietários para um almoço muito especial no chalé da vinícola. O patriarca da família construiu este espaço para reunir amigos e familiares para almoços de domingo ou datas comemorativas. Lá degustamos o cardápio cuidadosamente preparado com delícias locais pelas chefs da Amada Cozinha.

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Seguimos para o curso sobre vinhos e espumantes com o enólogo Edgar Scortegagna. Lá pudemos degustar vinhos no processo de produção para entender o que cada etapa acarreta no sabor da bebida. Outra dica interessante é que se nós produzimos saliva, após o primeiro gole do vinho, isso quer dizer que ele é ácido, essa acides é positiva, responsável pelo equilíbrio do sabor da bebida e é a garantia da vontade da sensação de quero mais.

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Depois da aula terminamos o dia com um jantar na casa de um dos sócios da vinícola, onde fizemos nossa despedida dessa viagem sensacional com um brinde de Merlot Luiz Arenga, safra 2009.

A viagem foi tão produtiva que resolvemos organizar essa experiência inesquecível para um grupo seleto de pessoas que valorizam gastronomia, vinhos, cultura e turismo. Uma oportunidade de aprofundar seus conhecimentos e conhecer pessoas selecionadas do mercado. Em breve teremos mais novidades!

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Glossário do vinho para casamento por Edegar Scortegagna

  • Harmonização: não é uma tarefa fácil quando se fala em eventos grandes, seja pelo número de pessoas ou de pratos e tipos de comidas. A melhor forma de harmonizar é levando em conta as categorias dos pratos (entrada – prato principal – sobremesa) neste formato poderíamos tranquilamente usar a seguinte sequência de vinhos: espumante brut, vinho tinto e vinhos doce (espumante ou moscatel). Se o casamento for mais refinado e tiver vários pratos (empratado), podemos usar um vinho para cada prato, levando em conta que pratos mais leves e delicados combinam com vinhos mais leves como um branco ou espumante ou tinto jovem, e pratos mais gordurosos ou mais potentes, pedem vinhos mais estruturados, tintos como Merlot ou Cabernet Sauvignon.
  • Carta de vinhos: vai muito em função do prato a ser servido e do local da festa, se estamos na beira da praia ou em uma cerimônia ao ar livre, certamente evitaremos vinhos tintos e daremos preferência para vinhos brancos e espumantes que são servidos gelados.  Mas uma dica é certa, o espumante Brut harmoniza do início ao final da festa em qualquer ocasião, é como um curinga. O importante é usar vinhos que criem uma harmonia entre o prato e quem o está degustando.
  • Bebidas X número de convidados: tarefa difícil porque depende da cultura dos convidados, claro que se for fazer um casamento na Serra Gaúcha, geralmente serão consumidas algumas garrafas entre vinhos e espumantes por pessoa. Mas geralmente pelo Brasil se calcula entorno de meia garrafa por pessoa, pois tem outras bebidas que vão acompanhar a festa.

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Gostou do meu diário de bordo? Confira também minhas aventuras nas Ilhas Maurício!

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ic indica

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Diretor executivo da 3R Studio e editor da Inesquecível Casamento. Pai de duas meninas (seus maiores amores) e é um entusiasta do mercado de festas no Brasil, antenado com tudo o que rola lá fora. Ama viajar e conhecer novos lugares. Comunicativo e sempre conectado, não vive sem o celular.