Baixe
GRÁTIS
o seu
eBook!
x

Uma crônica sobre a experiência de um destination wedding

Por  |  0 Comentários


“Desde o início, a nossa maior preocupação quanto ao casamento, era a experiência dos nossos convidados. Como sabíamos que muitos dos nossos amigos e parentes teriam que fazer um alto investimento para participar do nosso dia, nos ocupamos bastante em tentar oferecer a melhor e mais prazerosa experiência possível”
Kristan e Rodrigo

“Nos EUA, na maioria dos casos, o casal começa os preparativos para o casamento logo após o noivado.

Conosco não foi diferente.

Logo após o noivado, começamos a planejar a festa e nos vimos em uma “sinuca de bico”. Todos os nossos parentes moram em lugares diferentes. Aonde quer que planejássemos um casamento, seria um destination wedding – quer o casamento fosse na Tailândia ou no quintal de casa. A família da noiva está espalhada entre o norte da Califórnia, Florida e Pittsburgh. A família do noivo no Brasil, Argentina e Estados Unidos.

O Rio de Janeiro não foi a nossa primeira opção. Na verdade, o noivo estava resistente. Estávamos entre a Grécia (Santorini), Itália (Positano) ou Califórnia (Malibu). Na Grécia todos os espaços que gostávamos só comportavam 25, 30 pessoas. O único espaço que comportava 100 pessoas não causou uma impressão muito boa. Em Positano, encontramos um espaço que seria perfeito para o casamento, mas o acesso a cidade e ao local do evento eram muito complicados. Nos vimos obrigados a escolher Malibu, o que também não é nada mal. Viajamos de Nova York para Califórnia, visitamos alguns locais e encontramos um espaço muito bonito… Ficamos apaixonados. Mas ainda assim, a noiva não se sentia confortável – não era ali que ela queria casar.

Depois de alguns dias conversando e vendo imagens de casamentos cariocas, a noiva pediu ao noivo se eles poderiam casar no Rio de Janeiro. O noivo relutou, falou das dificuldades políticas que o país enfrentava e que seria muito difícil planejar um casamento de longe. A noiva insistiu, disse que já que o casamento teria que ser em um destino, que fosse em um destino especial, que representasse algo para os dois. Afinal, o Brasil foi onde o noivo nasceu e ela já havia visitado o Rio de Janeiro alguns anos atrás, antes do relacionamento com o noivo. Um pouco relutante, o noivo aceitou e começaram aí os planejamentos.

cronica-destination-wedding-foto-rodrigo-sack (24)

Em contato com um hotel, o casal ouviu falar da decoradora Renata Stabile. A gerente de vendas do espaço garantiu que os casamentos mais lindos que ela tinha visto tinham sido com a assinatura dela. Já estávamos tentando entrar em contato com outra decoradora e cerimonialista (muito famosas no Brasil) que nunca respondiam as ligações ou e-mails. Por curiosidade, enviamos um e-mail para ela. No mesmo dia, ela nos respondeu e naquela tarde conversamos ao telefone. A simpatia da Renata e as fotos do que ela havia criado nos conquistou. Na mesma ligação, nos apresentou a nossa cerimonialista, Manuella Gonçalez, que também, no mesmo dia nos atendeu.

Fechamos com elas imediatamente.

Logo após a assinatura dos contratos, começamos a procura dos espaços. Queríamos um espaço que nunca tivesse sido usado ou muito pouco utilizado para casamentos. Não procurávamos um lugar comum e queríamos uma energia de “recebendo em casa”. Demos para a cerimonialista uma lista de casas (residenciais) que estariam abertas a alugar o espaço para o casamento.

Foram inúmeros VTS.

Como a estrutura das casas não era propícia para eventos, passamos a olhar algumas casas do Alto da Boa Vista  e até Serra ou Búzios. As casas do Alto eram muito bonitas, mas não exatamente o que estávamos procurando. A Serra tinha opções ótimas, ficamos encantados com a Locanda Della Mimosa, mas era uma hora do Rio – além dos voos domésticos e internacionais, nossos convidados ainda teriam que viajar mais uma hora para chegar ao local do evento. Ficamos preocupados em como seria o translado do Rio para a Serra. Búzios era o nosso lugar favorito, entretanto, se estávamos debatendo uma hora de viagem para a Serra, Búzios então, nem se fala! Carta fora do baralho. Então, decidimos não sair da cidade.

Passaram-se quatro meses de planejamento e não podíamos tocar o projeto para frente porque não havíamos achado um espaço. Não por falta de opções, mas porque somos muito criteriosos. Até que a Manuella nos enviou um e-mail com mais opções de espaços em Santa Teresa, dentro dos padrões que havíamos descrito a ela, entre esses espaços estava a The Mansion. No começo do planejamento, queríamos a festa toda em um espaço aberto, em que a visão de tudo fosse ampla, que a pista de dança, o bar, os lounges e as mesas de jantar integrassem em um só espaço, com uma casa histórica no background e uma vista panorâmica do Rio de Janeiro ou do mar… A noiva fazia questão de uma cerimônia ao ar livre no jardim do local da festa. A casa se encaixava com o seu simbolismo histórico e a vista da Bahia de Guanabara e do Cristo Redentor, com um espaço superdividido e cômodos bem separados. Apresentava uma singularidade histórica bem carioca. Queríamos que os nossos convidados se sentissem no Rio de Janeiro na nossa festa e sentimos que o local oferecia a maioria dos requisitos da nossa lista.

cronica-destination-wedding-foto-rodrigo-sack (9)

Quando encontramos esse espaço, já estávamos a oito meses da data do nosso casamento.

Escolhemos o mês de abril pelo fato de ser uma época mais calma na cidade, pelo clima ser mais ameno e ainda propício a lindos dias de praia. O dia primeiro de abril foi um acaso. A cerimonialista e a decoradora estavam overbooked para o mês. A única data disponível era o dia primeiro. Para nós, o relacionamento e a confiança em saber que o nosso evento estava sendo cuidado por profissionais competentes e sérias, era muito mais importante que o dia, já que estávamos planejando o casamento à distância. É que nos Estados Unidos, esse dia é conhecido como “April’s Fools” (Abril dos Tolos), imediatamente fizemos o nosso site de casamento (link aqui) e acabamos criando um conceito divertido e charmoso para o nosso dia. Como nada com a gente acontece do jeito convencional, ter o dia primeiro de abril como a data do nosso casamento foi extremamente especial.

Demoramos uns dois meses em negociações para fechar com o espaço. A casa tinha algumas exigências que não concordávamos e não cabiam no nosso planejamento, mas a The Mansion graciosamente nos concedeu uma série de serviços e nos deixou usar os fornecedores que queríamos. Quando fechamos de vez, estávamos a cinco meses do dia do casamento. Os convites não estavam prontos, o projeto de decoração não havia sido escolhido, o bar, o buffet, o bolo… Estava tudo em aberto. O único que tínhamos feito até então foram os Save the Dates, que criamos com um amigo – uma  passagem aérea com a data, o local (Rio de Janeiro) e a hashtag do casamento (#itsabout2getrio).

Imediatamente, começamos o projeto de decoração. No começo, achávamos que queríamos um estilo rústico-chique, depois começamos a curtir o estilo boho, mas não muito a questão das malas e livros espalhados. Então decidimos fazer um mix dos dois – um estilo nosso –, recebendo em casa. Não queríamos seguir um padrão de cores – só queríamos muitas. Como a casa exibe um espaço grande, com separações bem definidas, optamos por criar um espaço ímpar com seu próprio estilo para a cerimônia e em cada salão individualmente.

Trabalhar com a Renata nesse projeto foi sensacional. Nós somos muito criteriosos e detalhistas. É difícil gostarmos de algo e somos realmente ligados em todos os pequenos detalhes. Lembro que passamos horas ao telefone escolhendo cada peça da decoração, entre moveis, objetos, posições, jardins suspensos e etc. O cuidado da decoradora em apresentar exatamente o que queríamos nos impressionou.

Estávamos a quatro meses do dia do casamento quando nos demos conta que ninguém nos Estados Unidos poderia nos ajudar com a confecção dos convites. Queríamos algo muito particular e artesanal e ninguém conseguia entregar o que tínhamos em mente. O noivo trabalha com eventos e queria que o casamento, além de uma festa, fosse uma experiência, que começasse desde a entrega dos convites até o dia do evento. Foi aí que conhecemos a Patrícia Koeler Identidade Visual.

E ela mudou “a cara” do nosso casamento.

Desde o início sabíamos que não queríamos que as cores ou tema de decoração definissem o nosso casamento, porque somos ecléticos, gostamos de diferentes estilos e não queríamos nos prender a um estereótipo. Mas ao mesmo tempo, sabíamos que o evento estava carente de identidade. Nos mesmos não sabíamos definir o que era tudo aquilo que estávamos construindo. Então, a Patrícia nos apresentou a bendita identidade visual! Ah!!! Era isso que estávamos querendo desde o início – mas não sabíamos como implementar na visão!

Começamos o projeto dos convites. A princípio, queríamos a capa do convite em linho. Mesmo não trabalhando com tecido, ela aceitou o desafio. Lembrando: estávamos a quatro meses do dia do casamento, e a noiva deu a Patrícia um deadline de um mês para a confecção do convite, para que pudéssemos enviá-los com pelo menos dois meses de antecedência, já que o casamento era um destination wedding.

A designer achou os fornecedores de tecido, fez testes com costureiras (o trabalho era totalmente artesanal), enviou fotos, horas de planejamento ao telefone… Realmente colocou todas as energias que tinha para o cumprimento da tarefa. Infelizmente, o tempo não estava a nosso favor. As costureiras não conseguiriam entregar a tempo. O casamento estava a meses de distância, mas já estávamos entrando no mês de dezembro – Natal, ano novo, carnaval… Esquece, o Brasil para!

Com muito cuidado, a Patrícia expôs que não se sentia confortável em tocar esse projeto para frente, preocupada com os feriados e a habilidade dos fornecedores de entregar o projeto a tempo. Imediatamente nos apresentou uma solução totalmente única que ela nunca tinha feito (e exatamente o que queríamos, algo singular): a ideia era usar um papel que se assemelhasse a um tecido e imprimir em hot press a identidade visual. Confiamos e resolvemos tocar esse projeto adiante. Olhando os trabalhos dela, gostamos de tudo que vimos, mas nada que realmente “falasse” com aquilo que queríamos criar.

Sem problemas! A Patrícia é a rainha das soluções!

De primeira ela sacou que éramos extremamente criteriosos e detalhistas. Havíamos comentado que queríamos uma imagem simples que comunicasse bem o clima que queríamos no casamento (Entendeu? Nem a gente! Mas a Patrícia Koeler Identidade Visual entendeu!). Foi aí, então, que ela nos pediu uma inspiração. Notamos que a casa tinha detalhes na janela que eram belíssimos, bem abstratos e tinham uma figura interessante. Enviamos a ideia ela e, em poucos dias, nos apresentou algumas opções de convites com a imagem que enviamos, e uma opção com uma imagem inspirada na imagem que havíamos escolhido.

Foi amor à primeira vista.

A Patrícia criou exatamente o que queríamos e não sabíamos que queríamos! Além disso, juntos criamos o convite e as inserções dentro do convite. Uma era o RSVP, a outra os detalhes de acomodações e  uma terceira um itinerário de eventos que ocorreriam na semana do casamento. O convite ficou tão lindo que recebíamos ligações, e-mails, mensagens de texto de TODOS os convidados – principalmente dos estrangeiros. Recebemos uma mensagem de um convidado que disse: “esse e o convite mais lindo que eu já vi. Eu não tenho nem roupa para abrir esse convite!”.

casamento-boho-convite-de-casamento-kristan-e-rodrigo-foto-patricia-koeler (4)

Foi um frenesi. Realmente, o convite mostra o tom da festa. Escrevendo esse texto, lembramos como ter conhecido a Patrícia foi um divisor de águas. Como é importante ter um relacionamento de confiança com uma pessoa integra.

Para a caligrafia, escolhemos a Letras e Papéis, da Carol Freitas – indicação da Patrícia – que arrebentou não só na caligrafia, mas na entrega rápida e precisa. Não teve erro algum. E neste estágio, já estávamos a 2 meses e meio de distância do dia do casamento!

Ainda decidimos incorporar a identidade visual em vários detalhes da festa. No cone para as pétalas de rosa, na embalagem das “lágrimas de alegria”, nas almofadas, no menu do bar, no menu do jantar, nas caixinhas de doce, nas havaianas e nas bolsas das madrinhas. As bolsas das madrinhas foram também um caso à parte. Havíamos visto com um fornecedor que a designer havia trabalhado em alguns projetos, mas como a este ponto já estávamos a um mês do casamento, este fornecedor não conseguiria entregar. A Patrícia então encontrou outro fornecedor no Rio de Janeiro, mas este não respondia as suas ligações. Mais uma vez, com o seu jeitinho, ela nos apresentou um obstáculo com uma solução na manga: confidenciou que não se sentia segura em trabalhar com uma pessoa que não responde as ligações, especialmente porque o tempo não estava a nosso favor. Foi aí que nos apresentou a ideia de fechar com um fornecedor de São Paulo, que não só entregava o projeto a tempo, mas oferecia uma opção com uma qualidade muito maior. Fechamos e as bolsas ficaram exatamente como a noiva queria. No último minuto, o noivo também decidiu fazer havaianas para os padrinhos. Lá foi a Patrícia (de novo) buscar as havaianas que o noivo queria, porque estas não estavam disponíveis na fábrica.

Ela foi pessoalmente a loja comprar. A Patrícia realmente fez toda a diferença.

No minuto que a Patrícia Koeler Identidade Visual lançou os convites no Instagram, a Fabiola, à frente da Bolerie por Fabiola Gouveia, comentou no post. Quando ela ficou sabendo que aquele era o nosso convite, de imediato disse: “vamos TER que usar essa identidade no bolo!”.

De pronto concordamos!

Conhecemos a Fabiola pessoalmente cinco dias antes do casamento. Fizemos a degustação e escolhemos dois sabores de bolo sensacionais (bolo branco com brigadeiro e brigadeiro branco e bolo de nozes com brigadeiro branco e damasco). Na reunião, ela disse que infelizmente não conseguiria fazer a inclusão da identidade visual no bolo, mas que criaria algo especial para nós. Demos a ela uma ideia do que gostamos, mas deixamos ela livre para criar o que quisesse. Resultado: ela entregou um bolo de sete andares com a nossa identidade visual (uma grande surpresa!) e detalhes de design que comunicavam exatamente o “espírito” da festa!

casamento-boho-mesa-bolo-casamento-kristan-rodrigo-foto-rodrigo-sack

Ter como foco principal o símbolo da identidade visual trouxe todos os elementos da festa a um denominador comum. A diferença de cores, a diferença de decoração de cada ambiente, nada ficou “fora de lugar”, deu todo um sentido a festa.

casamento-boho-lagrimas-alegria-kristan-rodrigo-foto-rodrigo-sack

Para o jantar de ensaio (rehearsal dinner), uma tradição americana logo após o ensaio do casamento, no dia anterior, e também para receber os convidados que vieram de longe, escolhemos o Aprazível. Fizemos um menu junto ao restaurante com opções de entrada, prato principal e sobremesa, com pairing de vinhos orgânicos e cervejas. Foi um sucesso! O serviço do restaurante foi sensacional. Em nenhum minuto algum copo ficou vazio ou algum convidado se sentiu abandonado pela staff. Os estrangeiros e os locais ficaram maravilhados com o serviço e o local.

Na semana do casamento, durante todos os dias da semana, a previsão era de chuva no fim da tarde. Com exceção da quinta-feira, que choveu muito pouco às 19h, em nenhum outro dia da semana choveu. O dia amanhecia às 7h nublado, mas às 9h o céu abria e o dia era ensolarado e perfeito para uma bela “praiana”.

cronica-destination-wedding-foto-rodrigo-sack (3)

Durante a semana, a cerimonialista e a decoradora recomendavam a construção de uma tenda sobre o espaço da cerimônia, que era a céu aberto no front yard da casa. Não queríamos uma tenda “interrompendo” a vista e o look & feel da cerimonia, mas precisávamos nos precaver, pois o espaço não oferecia um plano B para a cerimônia. Tínhamos toda uma estrutura montada com palco para a banda, altar para os noivos, e caso chovesse durante a noite, perderíamos todo o investimento feito. Após uma grande procura, achamos um fornecedor de tendas. Ficou combinado que no dia do casamento, teríamos até as 10h para decidir se desmontaríamos a tenda ou não. A operação envolvia retirar todas as cadeiras já montadas debaixo do toldo, a contratação de mais cinco ajudantes e a remontagem de toda a estrutura de decoração.

Não deu outra.

Choveu na noite de sexta para sábado (graças a Deus montamos a tenda) e o dia, como todos os outros, amanheceu nublado e o sol abriu às 9h da manhã. A noiva se arrumava na The Mansion com as madrinhas. A Renata perguntou a noiva às 9h30 da manhã se manteríamos a tenda montada ou desmontada. Ela pediu que mantivéssemos montada. Ao receber a mensagem da decoradora de que a tenda ficaria montada, o noivo pediu que falassem para a noiva que ele sentia que não iria chover. Ele estava na praia com os padrinhos e o dia estava aberto. A noiva decidiu, então, mover a tenda, já que o noivo estava tão certo de que não choveria.

cronica-destination-wedding-foto-rodrigo-sack (11)

Naquele momento, o noivo suou frio.

Não havia plano B. Se chovesse no horário do casamento, a cerimônia teria que ser feita debaixo de chuva ou dentro da casa em “qualquer lugar que desse”. A previsão de chuva para às 17h (horário da cerimonia) era de 40%.

Seguimos com o plano e desmontamos as tendas.

Saindo do hotel em direção a The Mansion, o noivo, o pai da noiva e os padrinhos estavam em um carro com teto solar. Subindo a Rua Alice, em Laranjeiras, todos viam as nuvens negras fechando o céu.

TERROR E PÂNICO!

O noivo e o pai da noiva se olhavam com medo nos olhos. Até que o pai da noiva disse: “eu sou o pai da noiva, hoje a minha conexão com Deus está ótima. Vou orar para não chover.” E a conexão estava ótima mesmo! Não choveu durante a cerimônia e a bela vista para a Bahia de Guanabara e Cristo Redentor estavam claras. Não somente o tempo aberto, como um lindo arco-íris apareceu no background. Biblicamente, isso significa a aliança de Deus com a humanidade. Ali representando a aliança de Deus com a aliança que estávamos fazendo um com o outro.

cronica-destination-wedding-foto-rodrigo-sack (12)

Tivemos uma cerimônia rápida, de 20 minutos, como planejado com o Pastor Fragale da Nova Igreja, ao som da Banda Melim, que cantou músicas contemporâneas como Sinais, de Alceu Valença, e Latch, de Sam Smith. Vinte minutos após o termino da cerimonia, uma chuva torrencial caiu. Parecia que o mundo ia acabar. O diluvio durou cinco horas!

Parecia que Deus estava mesmo segurando o tempo só para nós.

Sobre a música, a Banda Melim foi um sonho do casal realizado. A primeira vez que o casal ouviu o cover da música Sinais, no YouTube, logo pensaram na cerimônia e como essa música se encaixava na ocasião. Imaginaram que seria impossível entrar em contato e contratar a banda, já que eles haviam atingido um patamar de sucesso mais elevado. Através de amigos em comum, o casal conseguiu contatar a banda e tiveram a surpresa agradável de não só conhecer pessoas extremamente talentosas, como especiais. Nos demos conta de que havíamos escolhido a banda certa quando a Gabriela Melim se emocionou junto a noiva ao falar do casamento. A Kristan ali sentiu como eles estavam comprometidos em criar uma atmosfera inesquecível para a gente. A banda não somente aceitou tocar no casamento, como compraram o nosso sonho e cantaram músicas que não estavam em seu repertorio. Algumas que tiveram que aprender de último minuto para cantar no casamento. Foi tudo perfeito!

O bar foi montado em um estilo boêmio. O noivo queria que o bar tivesse cara de bar –  da época da prohibition, como se fosse um speakeasy.

Objetivo alcançado.

cronica-destination-wedding-foto-rodrigo-sack (6)

O pessoal do Top Bartender foi espetacular. Mais um fornecedor que comprou nosso sonho, trabalhou com a gente e não mediu esforços para agradar. Queríamos que os equipamentos do bar fossem todos em cobre, mas só tinha em prata.

Sem problemas!

A equipe comprou todo material em cobre para nos atender – TUDO! Os “shakers”, os medidores, os “stirrers”, até uma máquina de fazer gelo redondo eles compraram – em cobre! Além disso, criaram, junto conosco, drinques especiais que levavam os nomes de nossos pais (cada um, individualmente) e que levavam nossos nomes. Foram no total seis bebidas especiais, quatro caipirinhas harmonizadas e shots moleculares. A parceria e o compromisso em entregar um bar fora do comum nos surpreenderam em todos os detalhes. Com certeza um dos pontos mais comentados da festa.

Outro xodó da festa foi o Photobooth, com fotos em estilo boomerang do InstaPhoto. A estrutura contava com uma ativação de máquina de fotografar vintage e um backdrop de flores de três metros de altura e dois e meio de largura com flores pendulares caindo do teto.

A fotografia ficou com o super Rodrigo Sack e videografia da Mello Filmes.

Sensacional.

Nem sentimos a presença deles no ambiente. Vendo as fotos e vídeos hoje, ficamos impressionados com o resultado.

cronica-destination-wedding-foto-rodrigo-sack (21)

A impactou. Pedimos itens específicos, que o buffet nunca havia preparado antes, e a equipe aceitou o desafio e entregou um resultado fantástico. Tínhamos uns 40 itens de comidas e bebidas, entre estacionados e volantes, sobremesas e itens de jantar. Todos os convidados elogiaram.

E como falar do casamento e não mencionar nossa cerimonialista? Santa Manu! Horas de conversações ao telefone e WhatsApp, intermináveis listas e planejamento financeiro – colocamos ela para trabalhar. O resultado final foi a angariação de profissionais íntegros e de confiança, que compram o seu sonho e compreendem que um casamento não e somente mais um, mas um evento único, sem oportunidade de repetição ou re-fabricação. A contratação da Manu foi extremamente importante para que conseguíssemos que a execução do evento fosse bem-sucedida. Ela coordenou cada mudança, adicionais de última hora, como por exemplo, a contratação de um segundo gerador de energia (por conta da chuva, o gerador principal caiu e por causa da recomendação da Manu, tínhamos um back up que tomou conta da energia sem que ninguém percebesse). A The Mansion pintou praticamente quase o espaço inteiro para que ficasse a altura do nosso evento, também trocou o telhado de uma parte da casa, para que a arquitetura ficasse mais coerente com o resto da mansão, e a Manu coordenou tudo isso, fazendo com que tudo ficasse pronto no tempo adequando.

Fora a indicação do translado que a Manu nos deu – o que achamos que foi a MELHOR decisão que tomamos no processo inteiro. Contratamos três vans de 20 lugares para levar e buscar nossos convidados aonde quer que eles quisessem ir, incluindo o translado no dia do casamento. Os carros eram todos novos e de primeira linha. Não houve confusão, ninguém se perdeu e todos estavam pontualmente nos locais marcados.

O que aprendemos no planejamento desse evento a distância foi que é extremamente importante trabalhar com profissionais experientes e íntegros. Se você pode confiar na execução de um profissional desde o início, o planejamento não fica tão difícil. Pesquise muito, use as redes sociais, peca recomendações. Uma vez que você escolhe o seu time, tenha confiança neles, comunique bem o que você quer, de forma clara. Peça exemplos do que eles entenderam que você quer. Aprendemos que muitas vezes quando um fornecedor não apresenta aquilo que você pediu é por que de repente não soubemos explicar da maneira correta. Era muito engraçado, porque olhávamos a apresentação e pensávamos “isso é exatamente o que descrevemos, mas não é a imagem que temos na nossa mente”. Todo o processo de planejamento é um grande exercício, tanto para casal quanto para o prestador de serviço.

cronica-destination-wedding-foto-rodrigo-sack (19)

Outro ponto: seja claro quanto ao orçamento que você tem em mente. Quanto mais claro você for, mais fácil será acessar a possibilidade de executar a sua visão ou a necessidade de aumentar o orçamento. Essa clareza vai te ajudar a não desperdiçar tempo. No Brasil, quanto mais tempo você tem, mais poder de negociação você tem. Já que alguns fornecedores preferem não fazer o evento a ter que adaptar o orçamento oferecido.

No geral, a maioria dos fornecedores foram solícitos e flexíveis. Só trabalhamos com fornecedores maravilhosos que compraram o nosso sonho e fizeram dele uma realidade.

No final dessa experiência toda  a família e os amigos da Kristan, que nunca haviam ido ao Brasil e que estavam um pouco temerosos pelo quadro político e social do pais (escândalos de corrupção, Zika, segurança e etc), até hoje nos falam que ir para o Rio de Janeiro foi a viagem mais incrível da vida deles. Muitos dos nossos amigos que não se conheciam, tornaram-se amigos por causa do nosso casamento, e hoje se encontram em bares, restaurantes e saem juntos. Todos até hoje falam que o nosso casamento foi o casamento mais bonito que já foram – que nunca haviam experienciado algo parecido. Os pais da Kristan, no ultimo almoço no Rio, choraram emocionados em como essa viagem e esse evento foram divisores de águas para eles.

cronica-destination-wedding-foto-rodrigo-sack (20)

A sensação foi de missão cumprida.

O que mais queríamos era criar uma atmosfera de amor ao nosso redor e que essa experiencia não fosse só inesquecível e impar para nós, mas para nossos convidados também.

Parece que conseguimos.”

Kristan e Rodrigo

cronica-destination-wedding-foto-rodrigo-sack (17)

Todos os detalhes do casamento boho de Kristan e Rodrigo você confere aqui!


CRÉDITOS

1 a 12. Rodrigo Sack | 13. Divulgação Patrícia Koeler Identidade Visual | 14 a 26. Rodrigo Sack

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterPin on PinterestShare on LinkedInEmail this to someonePrint this pageBuffer this pageDigg thisShare on RedditShare on Tumblr


avatar

Uma sagitariana que tem a alegria como dom. É carioca, jornalista, tem 20 poucos anos e adora ser chamada de Duda. Como uma amante incurável de sorrisos e amores, espera que seu grande dia seja repleto deles. E que, assim como ela, você se torne uma multiplicadora fiel dessa dupla!