Um plano B contra o imprevisto

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Texto Laura Siqueira

A festa está armada, a noiva está entrando na igreja, mas… Algo acontece. Seja em pequenas reuniões com os amigos ou em grandes eventos, os imprevistos estão lá, chegam sem ser convidados e tumultuam como penetras chatos. Nos casamentos, são os cerimonialistas quem têm as melhores histórias (e soluções!) para esses casos.

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Padrinhos atrasados, convidados que exageram na bebida, queda de energia, noiva desmaiada no altar. Imprevistos não faltam, mas, segundos os cerimonialistas, boa parte pode ser evitada com um pouco de organização, calma e experiência. Esta última característica, então, faz toda a diferença na hora de contornar as situações. Para Roberto Cohen, um dos mais solicitados para cerimonial em grandes casamentos, o importante é nunca deixar transparecer que o que está acontecendo é inesperado, mas que faz parte do roteiro.

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Prevenir sempre

Alguns casos, de tão recorrentes, acabam se tornando previsíveis e os organizadores já se antecipam a eles. “Acho importante ter um kit emergência bacana e levo comigo em todos os eventos. De remédios, linhas, agulhas, ferramentas e até borracha para manchas em tecido”, lembra Lela, há seis anos à frente da Lela Eventos.

Cheias de casos também estão Flávia Ricobello e Carol Barbosa Lima, que comandam juntas a Les Amies. Para elas, acompanhar todos os preparativos de perto diminui as chances de algo dar errado. Um plano B se torna mais do que necessário para algumas ocasiões e podem ser pensados antes mesmo da festa. “Atrasos e mau tempo são recorrentes e são os imprevistos previsíveis”, classifica Roberto Cohen. As soluções também são claras em muitas das vezes: alugue em gerador para evitar falta de luz, contrate um toldo em locais ao ar livre em caso de previsão de chuva ou, até mesmo, tenha uma pessoa em mente caso um padrinho falte. Acredite, em certo casamento, sobrou para Cohen ocupar o lugar do faltante.

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O inesperado

Na maioria das festas, bebidas em exagero é a causa desses comportamentos. “Já tivemos mesas quebradas por convidados, gente esquecida no banheiro e até brigas entre pessoas que estavam um pouco alteradas”, afirma Flávia Ricobello. Outros casos podem ser mais complicados de serem resolvidos, principalmente quando envolvem fatores externos. Roberto Cohen cita problemas de saúde, ausência de celebrante ou uma chuva que impeça o acesso das pessoas como os mais complexos de criar soluções. “Hoje em dia, quando tudo está correndo 100% dentro do esperado, começo a entrar em pânico”, confidencia.

Para os noivos, resta aproveitar a festa e agradecer por ter profissionais preparados para lidar com (praticamente) todas as situações.

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POR ESSAS NINGUÉM ESPERA PASSAR:

“Um cano estourou no banheiro feminino e transformou o local em um chafariz. Peguei uma luva de borracha e enrolei no cano rompido enquanto desligava o registro. O problema é que eu não poderia deixar o registro fechado por causa das outras cabines que ficariam sem água, então entupi o cano, vedei, liberei o registro e liguei para um bombeiro que em 20 minutos chegou para o conserto. Fiquei toda molhada, mas consegui resolver o problema super-rápido” Lela Eventos

“Ter um noivo ou noiva que beba demais e entre em coma alcóolico é um imprevisto difícil de controlar. Nesse caso, infelizmente, ela teve que ser levada para o hospital para tomar glicose e a festa terminou, já que os noivos não estavam mais presentes na sua própria comemoração” Les Amies

“Já tive que fazer uma rupah com lençóis e tripés de caixas de som depois que uma rajada de vento jogou a original da piscina do hotel. Outra vez tive que entrar na igreja e anunciar que o noivo havia tido um mal súbito, quando na verdade, ele havia apenas desistido de casar. Assim conduzi todos os convidados para a recepção, como queriam meus contratantes” Roberto Cohen

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