Dicas para se chegar ao contrato perfeito com o decorador

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Antes de fechar contrato com qualquer empresa de casamento, é preciso ter (muita) atenção com o contrato. Analise cada detalhe e assegure seus direitos. Nós te explicamos como!

Contratar um profissional para a decoração do seu casamento não é uma ciência exata. Por exemplo: ele pode ou não cuidar do fornecimento das flores e te repassar o valor gasto. Outra variável se refere ao acervo de móveis e itens decorativos; alguns profissionais contam com grandes estoques, outros não. Por essas e outras, acertar nas cláusulas do contrato e deixar tudo bem claro significa ter maior segurança para ambos os lados e uma garantia de que a noite dos sonhos não irá se transformar em pesadelo.

O primeiro passo é pesquisar bastante. Tanto em relação a estilo (seus projetos decorativos têm a ver com o que vocês curtem?) quanto no que diz respeito à reputação. Já falamos sobre, mas vale a pena reforçar: o site Reclame aqui será o seu melhor amigo na busca por fornecedores dos quais é melhor correr. O Procon, órgão de proteção ao consumidor, também pode ajudar nesta etapa – assim como o Serasa, que lista empreendimentos endividados ou à beira da falência.

Empresa de casamento: pesquisa - Foto Reprodução da internet

Depois de assegurada a idoneidade da empresa, é hora de revisar o contrato enviado por ela. Leia tudo com calma e, se possível, peça ajuda a advogados próximos à família ou amigos. A ideia é entender se as responsabilidades – tanto de um lado, como de outro – estão bem detalhadas. Neste sentido, confira os seguintes itens:

1. Dados da empresa: é fundamental ter explicitada a razão social, CNPJ e endereço de atuação do fornecedor. Um ou mais números de telefone, assim como os dados da pessoa física que assina o contrato, também são informações essenciais. Em contrapartida, também inclua os nomes e dados do contratante, além de detalhes sobre o casamento (data, local, horário etc.);

2. Forma de pagamento: esse detalhamento costuma vir ao final do documento, mas queremos deixar clara a sua importância. Além do valor total, é preciso que estejam claras suas condições – o montante será pago à vista ou parcelado? Se parcelado, em quantas vezes e em quais dias?

Caso o combinado seja uma transferência (o mais comum neste setor), peça também a especificação dos dados bancários do fornecedor. E que esteja definido, por escrito, a sua responsabilidade de enviar um recibo a cada parcela paga;

3. Serviços inclusos: esse item parece óbvio, mas peça para o fornecedor ser bem detalhista em relação ao que é sua responsabilidade e o que fica a cargo dos contratantes (ou seja, os noivos). A iIuminação cênica, por exemplo, costuma ser trabalho de outra empresa. Caso itens como esse estejam no contrato, fica mais fácil você entender que gastos extras precisa planejar.

Lá em cima falamos sobre itens de acervo, entre eles móveis e objetos decorativos. Questione o seu decorador sobre isso: será preciso acionar uma empresa de aluguel de materiais ou não? Entram na conta mesas, cadeiras (essas às vezes presentes nas casas de festas), toalhas, sousplats, guardanapos de linho, louça (caso o bufê não vá levá-las), velas etc.;

Empresa de casamento: como evitar fraudes - Foto Ana Paula Guerra

4. Estilo da decoração: estamos falando de algo bem subjetivo, mas é legal que o decorador inclua na proposta um detalhamento do que vocês conversaram acerca do projeto. Ele terá um estilo mais rústico ou clássico? Quais as cores e flores principais? Vão trabalhar com arranjos aéreos? Se sim, é preciso correr atrás de algum item de estrutura ou está tudo incluso no contrato?

Quanto mais detalhes (e até fotos anexas ao documento), mais fácil de não haver erros de comunicação ou surpresas desagradáveis. Se possível, também é sempre legal pedir uma planta baixa com a disposição de cada ambiente da festa. Rubrique todas as páginas e anexos do contrato, certificando-se de que o contratado fez o mesmo;

5. Horário de início da montagem: esse é um item essencial! Quanto tempo antes do início (aqui vale o horário do convite) o decorador irá chegar ao local da festa? E mais – quantas pessoas fazem parte de sua equipe, além dele? Saber detalhes da desmontagem também é bem importante, mas assegure-se de detalhar bem e tirar todas as suas dúvidas em relação à montagem do evento;

6. Políticas de cancelamento: outro ponto essencial de qualquer contrato é o detalhamento do que irá acontecer, caso uma das partes o rescinda. É necessário que existam vários cenários de acordo com o tempo de antecedência para essa desistência, quem decidiu cancelar e até o motivo por trás do cancelamento; para cada uma dessas situações deverá haver condições claras de quem paga o quê para quem. Não assine nada sem estar de acordo e questione sempre que não entender algum termo jurídico;

7. Definição da circunscrição judiciária: como explicamos na matéria sobre contratos com cerimonialistas, é lá que eventuais problemas entre as partes deverão ser resolvidas. Isso é bem importante, em especial em destination weddings – ou seja, quando os noivos moram em uma cidade e o fornecedor, em outra.

Dica amiga! Além desses itens, vale ficar de olho em possíveis multas contratuais que o fornecedor possa ter incluído no texto. Entenda em detalhe cada uma delas para, ao final da festa, não se surpreender com valores extras.

E você, acha que vale incluir mais algum item no seu contrato com a empresa de casamento? Conte para a gente nos comentários!


Créditos

1- Raoní Aguiar Fotografia | 2- Reprodução da internet | 3- Ana Paula Guerra

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Nascida em Minas, criada em Recife e apaixonada pelo Rio. Viajar o mundo é seu sonho, o que torna luas de mel e destination weddings um caso de amor à parte. Escolheu o jornalismo pela inquietante vontade de transformar em palavras histórias que mereçam ser contadas.