Damas de honra: tradições e curiosidades

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Texto: Alessandra Pereira 

Talvez você nem saiba, mas existem algumas histórias que explicam o sentido das damas de honra no casamento. De qualquer maneira, é impossível não se encantar com a graciosidade que trazem para o grande dia.

Como todas as tradições que envolvem o casamento, a inclusão das damas de honra na cerimônia possui algumas lendas. A mais popular é de origem pagã e remota da Antiguidade, onde as damas de honra e pajens tinham como missão proteger os noivos dos maus espíritos. Eram selecionados casais com idade semelhante aos noivos, para que usassem roupas parecidas e pudessem confundir esses espíritos e não pudessem mais amaldiçoar o casamento. 

Outra versão da Idade Média fala sobre uma tradição dos senhores feudais, que usavam de sua autoridade para serem os primeiros a terem relações sexuais com as noivas após o casamento. As damas de honra eram mulheres já casadas, que se vestiam como a noiva e tinham como função enganá-lo para que a noiva não dormisse com ele. Como a tradição só era permitida para recém casadas e virgens, as damas escolhidas não concretizavam o ato. 

Independente da versão, as damas e pajens protegem o casal de noivos para que a cerimônia seja perfeita. Há locais, como os Estados Unidos, em que as damas são amigas dos noivos e ajudam na preparação do casório, mas diferente dos padrinhos, não tem responsabilidade com o casal após o evento. 

As chamadas “demoiselles”, as damas adultas, começam a surgir no Brasil como uma tendência. O padrão ainda é semelhante ao americano, com mulheres com roupas iguais e flores nas mãos, mas sempre com um traje mais discreto que o da noiva.

Foto: Fred Kendi

Mas em nossa cultura, as damas e pajens são crianças ou pré-adolescentes, que representam a pureza do amor e da bondade, como anjos. As versões mais fofinhas da tradição também usam belos trajes que se assemelham ao dos noivos e levam as alianças para que sejam abençoadas.

Como eles devem se vestir

A escolha da roupa da dama e do pajem recebem muitas influencias que devem ser levadas em conta. A primeira delas é a idade dessas crianças, assim como a hora em que será celebrado o casamento, o local, o estilo escolhido, até mesmo os tons usados e as flores, mas sobretudo o conforto das crianças para que elas não se sintam incomodadas com as roupas. 

Mesmo que o vestido da noiva seja mais estruturado e cheio de brilhos, a melhor opção para as crianças é que suas roupas sejam mais confortáveis, com tecidos leves. Além do conforto, é muito mais harmônico que uma criança com trajes mais apropriados ao seu tamanho e não uma espécie de miniatura de um adulto. 

As saias não devem ser muito longas, para que as damas não pisem nelas e acabam escorregando ou rasgando. Quando tudo está nas medidas certas, elas podem se divertir com a ocasião e levar a sério o papel que representam naquele momento. 

Damas e pajens podem levar as alianças, mas não é uma regra. Muitos levam apenas um buquê, cesta com pétalas de rosas que são jogadas no caminho para preparar o caminho da noiva , ou outros objetos como placas divertidas, crucifixos, bíblias, balões, sinos, o cachorrinho do casal ou uma gaiola com o passarinho entre outros. 

Foto: Carol Ritzmann

Foto: Libelula Fotografia

Foto: David Bastianoni

Foto: Marcos Araujo fotógrafos associados

Também não há regras sobre a quantidade de damas e pajens, apenas bom senso. É possível incluir um casal de crianças pequenas, com outras damas maiores, pajens sozinhos e até as demoiselles adultas. O importante é evitar o excesso de pessoas entrando e focar no equilíbrio visual, incluindo discrição para serem encantadores, mas sem ofuscarem o impacto da entrada da noiva.

 

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