Missão impossível! 6 dicas para escolher as fotos do álbum de casamento

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A espera pelas fotos finais já é um sufoco, imagina só ter que escolher uma parcela para o álbum de casamento? Certamente esse é um dos maiores dilemas de toda noiva. E como levantamos a bandeira de que tudo deve ser celebrado, sugerimos a leitura dessa crônica pessoal da noiva – e repórter da Inesquecível Casamento – que contou o que aprendeu com essa missão. Vem com a gente!

Há pouquíssimos dias, encarei um baita desafio: escolher 100 fotos para o meu álbum de casamento! Já compartilhei aqui alguns episódios antes e depois do meu grande dia em duas crônicas passadas (uma em abril e outra em junho), mas eu nunca havia imaginado o quanto seria difícil me deparar com a escolha de uma das maiores memórias afetivas que já vivi.

Digo isso, pois, só eu sei o quanto cada episódio do dia 1º de maio de 2017 foi significativo para mim e para o Lucas. É só fechar os olhos para reviver alguns relances e flashs de momentos como o nosso first look, a minha entrada, os votos, a hora do beijo. Ah! Que saudade nós temos daquele dia! Assim, o álbum de casamento representa um verdadeiro tesouro, uma espécie de herança familiar que vamos deixar para os nossos filhos, netos, bisnetos e assim por diante. A escolha de cada foto não é aleatória. É muito preciosa!

Álbum de casamento: convite de casamento

Parei, pensei. Por ser uma memória afetiva, o álbum de casamento nada mais é do que uma narrativa “imagética” da trajetória dos noivos até o altar. Cada página reflete um detalhe, que não é um mero detalhe apenas. É resultado de uma história, que ganhou um novo começo e um novo sentido naquele dia.

Quando sentamos para escolher 100 fotos para dar início à construção do álbum de casamento, fomos escolhendo as imagens “que não podiam faltar”. Resultado: 360. Quase morri. Como assim eu ainda precisava excluir 260? Passaram-se uns 10 dias, consegui subtrair umas 15. Ou seja, ainda faltavam 245. Ao perceber meu dilema, comecei a buscar dicas na internet para me ajudar a encontrar algum critério de seleção. Procurei, procurei. Até que achei uma fórmula que, embora não tenha me deixado satisfeita exatamente, parece que ajudou muitas noivas. Era assim:

  • 10% do álbum com fotos do making of
  • 30% com fotos da cerimônia
  • 30% com os protocolos (corte do bolo, brinde, fotos de padrinhos, família, chegada da noiva, saída do altar e etc)
  • 30% para a festa, curtindo com o noivo e claro com os amigos e não pode se esquecer de incluir a noiva jogando o buquê

Álbum de casamento: escrevendo os votos

Pois é, eu até admito que esta seja uma divisão justa e interessante, mas sabe o que eu realmente acho? Penso que cada casamento é único e que não dá   “encaixotar” a seleção de fotos em uma fórmula pronta. Tenho amigas que tiveram muitas tensões  no making of e não escolheriam nem 10% das fotos desse momentos. Já outras são apaixonadas pela festa, que dançaram até o dia amanhecer, então, certamente elas querem rever essas imagens com um peso maior. E eu? Eu amo o que foi a minha cerimônia e não abriria mão de NENHUM momento do meu cortejo e rituais daqueles 40 minutinhos.

Mas e aí? O que a gente faz com todos os nossos momentos inesquecíveis, “que não podem faltar” para incluir em nossa narrativa? Decidi escrever essa crônica para dividir alguns aprendizados que nortearam melhor a minha escolha final – que não foi nada rápida, pois demorei uns 20-30 dias excluindo e selecionando as fotos. Então, embora esteja bem longe de ser especialista, tenho 6 dicas que podem ajudar na missão álbum de casamento. Confira!

Álbum de casamento: buquê da noiva

1. ESQUEÇA O QUE DIZEM OS PROTOCOLOS

Todo mundo vai dizer que foto do bolo, dos pajens, padrinhos, das lembranças (que você demorou tanto a fazer) e do seu penteado fabuloso não podem jamais ficar de fora. É nessa hora que a gente para e pensa: o que não pode faltar para mim? Quais detalhes representam mais que um protocolo para a gente? Assim, já eliminamos uma boa parcela. Good lucky!

Álbum de casamento: troca de alianças

2. PENSE NO LEGADO DA NARRATIVA

A gente aprende logo na escola que toda narrativa tem início, meio e fim. Certo! Porém, quando idealizamos um álbum de casamento, falamos de uma história que dispensa palavras. E, se tratando de fotos, vale escolher numa lógica que resgate a emoção dos encontros, das surpresas, dos sorrisos, dos olhares (meu ponto fraco!), dos abraços (meu segundo ponto fraco!) e daquelas cenas que só você sabe o significado. Eu me perguntei o que eu gostaria que meus filhos vissem – caso, por exemplo, todos os arquivos digitais do meu casamento não existissem. Isso me ajudou a recortar ainda mais e “desapegar” de algumas fotos muito iguais, sabe?

3. SELECIONE AS IMAGENS MAIS ESPONTÂNEAS

Ah! Nem preciso dizer muito, certo? Quem não se derrete com aquelas gargalhadas, aquela reação maravilhosa do noivo na entrada do amor da sua vida ou nas lágrimas na hora dos votos? Haja emoção – e coração! – para recordar essas cenas. E melhor ainda quando elas parecem “ao vivo” de tão espontâneas. A minha dica é: entre fotos posadas e as naturais, escolha a que for capaz de resgatar o que você viveu naquele segundo. Não me diga que é impossível. É bem possível – sim!

Álbum de casamento: momento da cerimônia

4. EXPLORE AMBIENTES

Você casou num palácio? Veja com carinho, então, as imagens que mostrem um pouco desse espaço. Até porque a escolha de onde casamos também não foi aleatória. Tem todo um mistério por trás, certo? Se você casou num campo (como eu!) e é apaixonada pela natureza… Por favor, não deixe de escolher fotos de ângulos que ressaltem a beleza desse lugar.  Eu penso que não precisa ser necessariamente ser de áreas vazias. A junção de momentos + paisagem externas (ou internas) é perfeita! Outra dica são os espaços decorativos também. É preciso olhar o quadro minuciosamente como um todo!

Álbum de casamento: look do noivo


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5. PRIORIZE!

Inicialmente, eu coloquei as entradas de todas as madrinhas e padrinhos – que foram  individuais. Também dei atenção às fotos das nossas famílias e de algumas pessoas que sonharam muito com esse dia. Aí, me senti num dilema, pois era muita gente querida e estava me sentindo mal por ter que “excluir” um ou outro do álbum de casamento. Talvez essa tenha sido a parte mais difícil. Por isso, com uma dor e-nor-me no coração, fui tirando fotos dos padrinhos, algumas pessoas e quando eu vi de sobrou mais dos nossos pais e familiares mesmo. Fiquei com um peso na consciência, mas conforme ia analisando as outras imagens, via que as minhas madrinhas, por exemplo, apareciam sempre durante a cerimônia, já que estavam à minha esquerda. Os padrinhos a mesma coisa. Assim, a gente vai se adaptando e priorizando as cenas.

6. LEVEZA E FELICIDADE

O que o dia do casamento representou para a sua vida? Eu, que sou bem poética e amo as palavras, sei bem que não dá para responder a essa pergunta numa frase só. Também sei que tudo o que vivemos é muito único e indescritível para sintetizar em 100 fotos ou 100 páginas. Vamos torcer para chegarmos em um tempo no qual o álbum de casamento não terá limite físico. Mas enquanto não chegamos, sugiro que os noivos curtam essa fase – difícil, deliciosa e saudosa – escolhendo memórias cheias de sentido, cheias de amor, cheias de afeto. Fórmulas até ajudam, eu sei. Mas não se limitem, combinado? Faça um “portifólio” de um dos dias mais intensos da sua vida com estilo e espontaneidade. Afinal, é pra toda vida, não é? Boa sorte!

Álbum de casamento: Nosso Celeiro

Vocês gostaram dessa crônica? Deixe um comentário e nos diga quais fotos não podem faltar no seu álbum de casamento?

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Jornalista por paixão e vocação. Cativante, a carioca é dona de uma vida agitada e não nega ser romântica de alma, incurável. Adora casamentos e, desde que disse SIM para o amor da sua vida numa linda cerimônia ao ar livre, vive ainda mais encantada por esse universo.