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Greve dos caminhoneiros afeta mercado de casamento

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Proprietária de empresa de decoração chegou a contactar avião particular para conseguir recolher material

Nos últimos cinco dias, o país pôde acompanhar de perto o início da manifestação feita por caminhoneiros contra o preço do diesel, que faz parte da política de preços da Petrobras, em vigor desde julho de 2017. Apesar do governo e representantes do grupo terem anunciado um acordo para suspender a greve na noite da última quinta-feira, os protestos continuam acontecendo e causando reflexos em diversos setores como transporte, alimentos, saúde e coleta de lixo. O resultado: prejuízo em múltiplas áreas, inclusive no mercado matrimonial.

AFP PHOTO / Miguel SCHINCARIOL

Cerimonialista especializada em casamentos na praia, Raquel Abdu revelou que precisou fazer algumas adaptações para a montagem de três eventos este fim de semana no Rio.

“Para a gente que faz o destination wedding, foi bastante impactante. Tivemos que fazer algumas adaptações de última hora. Agora conseguimos os móveis com empresas, e estamos dando um jeito de nos deslocar com caminhões e carros de pequeno porte. As flores conseguimos que fossem transportadas em carros de passeio, então apesar dos imprevistos, tudo está se encaminhando positivamente. Nossa grande preocupação no momento fica por conta dos convidados, já que a falta de combustível dificulta esse deslocamento”, conta.

No Espírito Santo, a Flor & Cia, comandada pelas irmãs Alessandra e Carla Marianelli precisou se reinventar para sair dessa situação. Dois caminhões de fornecedores não conseguiram chegar ao destino desejado, e a dupla precisou recorrer ao seu acervo e reciclar materiais, além da ajuda de um outro fornecedor.

“Nós não conseguimos receber nossas flores a tempo, pois os caminhões ficaram presos: um na rota Rio x Juiz de Fora, e outro na BR 101. Conseguimos suprir a demanda com flores da Holambelo e reciclando um pouco do nosso material, utilizando mix de folhagens”, explicou Alessandra.

Para tentar resolver a situação, um avião particular foi contactado. Porém, o acesso à proximidade do aéreo ao caminhão com as flores compradas invalidou a opção.

“Tentamos de tudo, mas não tinha como chegar ao caminhão e não tivemos mais acesso a outros fornecedores para uma nova coleta. Tivemos sorte de sermos apoiados por nossos clientes. É nessas horas que percebemos nossa força e a confiança em nosso trabalho”.

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Uma apaixonada pelas palavras e seus efeitos. Carioca de natureza, jornalista por opção e escritora pelo coração. Acredita fielmente no amor, em todas as suas formas.