Tech House

Por  |  0 Comentários


Prepare-se porque o Tech House vai invadir a pista da sua festa de casamento! Mas, afinal o que é Tech House?

A Dance Music tem várias sub-vertentes e da mistura de elementos do Techno com a House Music surgiu o Tech House. Tudo começou nos anos 90, nos clubs de Detroit, Chicago e Inglaterra. Mas o Tech House que os DJs tocam no Brasil não é exatamente o que os DJs gringos tocam lá fora. Tudo começou a mudar no ano passado com o sucesso da música “Losing it” do DJ/produtor australiano FISHER. A música virou o grande hit do verão de Ibiza e explodiu nas pistas do mundo todo. Aí, FISHER virou referência e muita gente veio pegando carona no sucesso. Esse ano a música continuou entre as mais tocadas em Ibiza.

Vamos lembrar o que aconteceu com “Despacito” do Luis Fonsi com Daddy Yankee, em 2017. O Reggaeton já fazia sucesso no mundo latino, Luis Fonsi já era conhecido e Daddy Yankee já colecionava hits. Mas, quando a música explodiu, o mundo todo passou a olhar para aquele sucesso. “Despacito” foi a música mais tocada no planeta e abriu as portas para outros artistas do gênero.

Os movimentos musicias precisam de um grande sucesso para acontecer de verdade. Foi assim com a Disco Music quando o filme Saturday Night Fever explodiu, foi assim com o Rock Nacional nos anos 80 quando as danceterias viraram febre e aconteceu a primeira edição do Rock in Rio, foi assim com o movimento grunge nos anos 90 quando o Nirvana explodiu, etc. Para me ajudar nessa coluna, eu vou contar a ajuda de alguns especialistas. Começando com Duda Santtos, um DJ formador de opinião no mercado de música eletrônica.

“O sucesso do Tech House nas pistas está acontecendo pelo mesmo motivo que o Brazilian Bass fez sucesso. A DJzada abraçou!”. Duda seguiu comentando: “A gente ficou bastante tempo tocando Brazilian Bass e alguns artistas internacionais com o Fisher emplacaram hits que não teve como a galera deixar de tocar. Isso abriu a janela e foi bom para mostrar que não existia só Brazilian Bass. Mas o som que a gente toca aqui não é exatamente Tech House. É uma mistura, na verdade. A pegada do Brazilian Bass com os timbres e a construção mais próxima do Tech House. Se a gente for analisar, “Losing it” é muito mais House do que Tech”. Aí eu provoquei. Então o som que os DJs tocam aqui seria o Brazilian Tech? A resposta veio na lata: “Chamar o som que a gente faz hoje de Tech House é lembrar que chamavam o Brazilian Bass de Dee House no começo. Na verdade, a gente nunca tocou Deep House no Brasil. A gente tocava Nu Disco, um som com pegada retrô e um baixo marcante que evoluiu para o Brazilian Bass, se é que se pode chamar isso de evolução, e agora está chegando um house… Fisher House… algumas coisas de Tech, mas o Tech House virou apenas uma nomenclatura igual o Deep House já foi um dia”. São muitos nomes, muitas vertentes.

Outro dia eu acompanhei do Hangout que o Felippe Senne (HUB Records) fez com a Academia de Marketing Para DJs. Quando perguntado sobre uma aposta para o som que vai fazer sucesso num futuro próximo, ele respondeu: “sem dúvida nenhuma o Tech House! Alguns artistas da minha gravadora, como o Evokings já estão apostando no segmento. A nova música deles se chama “Tech Party”. Além do Evokings, a HUB Records é a gravadora de outros artistas brasileiros da música eletrônica, como KVSH, Felguk, Cat Dealers e Jordy.

Outra música que começa a fazer barulho e foi produzida por DJs brasileiros é “Crazy in Ibiza” do JetLag, Ralk & Dan K. Um mix de Low Bass, Big Room e Tech House, com uma batida energética e um drop pra cima! Se você não entendeu, não se preocupe, é assim que os DJs falam.

Hora de dar uma pesquisada no que está acontecendo no mundo. Entrei no site Beatport, um dos maiores sites de compra de música eletrônica online. Na primeira posição do Top 10 Tech House está “Put a Record On” do Matt Sassri. Uma música toda construída em cima de “Music” da Madonna. Muito em breve vai estar tocando nas pistas das melhores festas de casamento, com toda certeza! Outra música desse Chart que tem muito potencial de estourar por aqui é “Pump It Up” do Endor, remake do Danzel.

Outro detalhe muito importante sobre o Tech House. Enquanto o Brazilian Bass deixou as músicas mais lentas e frias, o Tech House tem uma levada mais pra cima e as músicas são mais rápidas. Essa mudança é muito importante quando o assunto é festa de casamento, alegria, pista bombando.

Eu também conversei com a Scardua, DJ brasileira que é residente em Ibiza pela terceira temporada consecutiva. “O Tech House sempre esteve forte aqui e tem festa em todos os clubs!”. Uma das músicas que ela tocou bastante esse ano foi o remix do Tube & Berger para “Heater” do Samim. Quando a sanfoninha entra, é uma loucura! Também fez muito sucesso em duas das festas mais concorridas da ilha, La Troya e Electrico Romantico, as noites de segunda-feira promovidas por Bob Sinclar. Mas para ela os três maiores hits do verão 2019 foram: “You Little Beauty” – FISHER, “Piece of Your Heart” do MEDUZA na versão remix do James Hype e “Fury’s Laughter” do S.A.M.. Entre as maiores festas de Tech House de Ibiza, ela destacou: ANTS no Ushuaia e EL ROW no Amnesia, ambas aos sábados. BODYWORKS ganhou as terças do Hi Ibiza com nada menos que FISHER, CamelPhat e Solardo como residentes. O Privilege continuou bombando aos domingos com SOLID GROOVES e esse ano também teve uma festa somente com DJs mulheres tocando Techno e Tech House, às quartas-feiras, chamada MANYCOME. A inauguração do Clube OCATAN trouxe a mistura de Tech House e Deep Tech aos domingos com Viva Warriors e Steve Lawler como residentes. A DJ Scardua tocou lá quatro domingos de julho e foi escalada para o Closing Party (dia 06/10), fazendo a despedida da temporada 2019. Ela também tocou na melhor festa de barco de Ibiza, a LOST IN IBIZA com muito Tech House nas quartas-feiras de junho à outubro. “É o melhor Sunset Boat Party de Ibiza disparado!”, declarou Scardua. Para fechar Ibiza, FISHER ganhou a capa da revista Ushuiaia de agosto como o DJ mais FELIZ da ilha. Ele foi, sem dúvida nenhuma, o maior nome dessa temporada com o seu Tech House, ou Fisher House.

Voltando ao Brasil, eu recebi uma mensagem do Maurício Cury, grande DJ e produtor do Paraná. A definição dele foi perfeita: “Tech House é a nova menina dos olhos do cenário eletrônico brasileiro”. Ele fez questão de destacar o seguinte: “O Tech House não é novidade mas com a saturação do Brazilian Bass os DJs de música eletrônica começaram a apostar em outros caminhos. Aí chegaram os novos hits do FISHER, CamelPhat, Chris Lake, entre outros e explodiu! A tendência é crescer cada dia mais!” Não por acaso, a nova produção assinada pelo Cury é um Tech House, chamado “Who Said”.

Nossos especialistas acabaram criando uma Playlist maravilhosa e agora é só aguardar porque eu acredito que muito em breve o som das festas de casamento vai bombar de verdade com muito Tech House.

Aumenta o volume! Boa festa!

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterPin on PinterestShare on LinkedInEmail this to someonePrint this pageBuffer this pageDigg thisShare on RedditShare on Tumblr


avatar

DJ expert há 30 anos e pai de quatro filhos, ele dividiu sua experiência no livro Histórias Inesquecíveis de Casamentos, onde conta casos inacreditáveis e prova todo seu profissionalismo. Respira música e mistura seu feeling com arte, já que é formado em Design e pós-graduado em Marketing. Suas maiores paixões? Filhos e música. Adora scuba diving!