Black Friday: 2019 e os seus desafios

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Será que não está na hora de olharmos com carinho para o futuro do mercado?

 2018 está chegando ao fim. E já vai em boa hora, porque foi um ano muito complicado, onde a concorrência desleal falou mais alto que o profissionalismo. O preço passou a valer mais do que a qualidade do profissional e do serviço oferecido. Muitas vezes não existia preço porque o desejo de postar no Instagram falou mais alto. Com isso muitas noivas passaram a negociar argumentando que tinham propostas melhores. Fora os pedidos de desconto.

Você conhece alguém que sentou em um restaurante e disse que pagaria tanto por um prato porque o concorrente cobra menos? Será que o dono do restaurante negociou com o cliente? Será que você precisa ser obrigado a baixar seu preço porque “todo mundo está fazendo”?

O mês de novembro me lembra a Black Friday. Para mim, sinônimo de preços baixos, descontos e até correria e confusão. A Black Friday surgiu nos Estados Unidos e foi uma ação criativa para aquecer as compras de Natal. Sempre acontece no dia seguinte ao feriado de Ação de Graças, na última sexta-feira de novembro. A Black Friday chegou ao Brasil e não demorou para virar uma promoção semanal. Depois, virou uma promoção mensal. Como assim? Só que as empresas daqui costumam aumentar os preços algum tempo antes e ainda selecionam alguns itens.

Muita gente acha que a falta de venda se resolve com o preço e acabam jogando a culpa no mercado, na crise ou na concorrência desleal. E aí acabam se posicionando como um produto genérico no mercado, aquele que o cliente não dá o menor valor. Tanto faz, é tudo igual! Esse é o pensamento. Chegamos num ponto que o cliente consegue descontos sem fazer muito esforço, com quase todos os fornecedores envolvidos no seu casamento. O fornecedor virou refém do seu mercado. Um DJ com longa carreira e muita experiência no mercado me fez a seguinte pergunta: será que tudo que eu aprendi, tudo que eu fiz não tem mais valor algum no mercado?

Vamos pensar um pouco melhor no assunto?

Que tal vender valor e não apenas preço?

 Eu costumo dizer que o trabalho do DJ é intangível. Para escolher um fotógrafo você pode analisar álbuns de festas realizadas, pode ver sites, Instagram, etc. Para escolher o bolo e os doces você pode receber amostras, pode degustar, pensar e comparar. O mesmo vale para o bufê. Com a escolha do DJ é diferente, cada festa é uma história e os noivos costumam ficar na dúvida entre os profissionais. Como entender a diferença de um DJ que cobra X e um DJ que cobra 5X? Estamos na era da tecnologia, na era da internet, na era do marketing. O que você fez para conseguir vender o seu valor para o cliente? Sua proposta mudou? Seu site está atualizado? Você investe tempo nas suas redes sociais? E o seu repertório, está atualizado com os últimos lançamentos?

Na maioria das vezes você não consegue sentar com o cliente e mostrar a sua história, o seu histórico de eventos, a sua maneira de trabalhar. Importante destacar que quanto mais ele “comprar” o seu valor, mais chance você tem de ser contratado.

Você criou uma nova proposta, fez um site novo, investiu nas redes sociais, tem feito ótimas festas e mesmo assim seu cliente reclama do seu preço. Que tal tentar mudar de cliente? Existem dois tipos de clientes: o que só busca preço, sem pensar muito na qualidade e o que busca qualidade, não importa o preço. Muitas vezes não é falta de marketing, mas o foco pode estar no cliente errado. Falar com o cliente certo é mais fácil do que convencer o cliente que não pode te contratar.

Que tal olhar o lucro e não apenas o faturamento?

 Boa parte dos DJs envolvidos no mercado de eventos não possuem equipamentos de som próprio e precisam arcar com os custos de locação, transporte, assistente, etc. Acabam tendo um custo fixo alto e no esforço de fechar a festa, acabam dando descontos e reduzindo muito o lucro no evento. Aí, o faturamento é diretamente impactado.

Nosso futuro

2019 está chegando e pode ser um ótimo momento para uma boa reflexão. Vamos tentar fazer o nosso mercado voltar a ser profissional? Se você se diz profissional do mercado de eventos, que tal buscar as respostas e projetar um futuro melhor? Já imaginou daqui a cinco anos você comentando com saudosismo sobre o mercado que você trabalhava?

Esta coluna foi dedicada a todos os profissionais que atuam no mercado de eventos, mas em especial a todos os DJs.

Boa reflexão!

 

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DJ expert há 30 anos e pai de quatro filhos, ele dividiu sua experiência no livro Histórias Inesquecíveis de Casamentos, onde conta casos inacreditáveis e prova todo seu profissionalismo. Respira música e mistura seu feeling com arte, já que é formado em Design e pós-graduado em Marketing. Suas maiores paixões? Filhos e música. Adora scuba diving!