Baixe
GRÁTIS
o seu
eBook!
x

Balada do amor inabalável: uma homenagem às mulheres

Por  |  0 Comentários


Balada do amor inabalável! A coluna de hoje é uma homenagem às mulheres e todas as músicas que elas inspiraram — e viraram grandes sucessos!

O carnaval acabou e parece que todo mundo esvaziou a piscininha e deixou a Jenifer de lado depois do enorme sucesso no verão. Não é qualquer música que ultrapassa 200 milhões de visualizações no YouTube. Mas será que você consegue lembrar de outras músicas com nomes de mulher que também fizeram muito sucesso? Sim. O texto de hoje é uma homenagem às mulheres!

As canções de amor sempre fizeram muito sucesso ao longo dos anos e a década de 80 foi especial no quesito romance. Foram muitas baladas sensacionais! Mas eu tenho recordações especiais das músicas com nomes de mulher. Uma das minhas primeiras lembranças foi “Rosanna” da banda Toto. Essa música foi lançada quando eu começava a me aventurar no som das primeiras festinhas. Faixa do álbum Toto IV, o quarto disco do Toto, a música explodiu de verdade e foi a 2ª mais tocadas nos Estados Unidos durante seis meses. Esse álbum é maravilhoso e tem outro mega sucesso, a música “Africa”. Não à toa ganhou seis prêmios Grammy, incluindo álbum do ano. “Rosanna” foi inspirada em Rosanna Arquette, que os membros da banda consideravam um anjo. Ele tinha 20 e poucos anos na época, era atriz e se casou com o tecladista Steve Porcaro.

Outra música do Toto que ganhou nome de mulher foi “Pamela”, lançada em 1988. Essa música foi dedicada a namorada do vocalista da banda, Joseph Williams. A partir dessa lembrança, eu pesquisei e busquei outros grandes sucessos com nomes de mulher. A lista é recheada de músicas e histórias maravilhosas.

Assim como “Jenifer”, que surgiu em Goiânia, outro grande sucesso de 2018 foi a música “Dona Maria”, do Thiago Brava e Jorge, da dupla Jorge & Mateus. A música foi lançada em 2017 mas explodiu de verdade no verão do ano passado, quando foi a mais tocada no país e teve mais de 240 milhões de visualizações no YouTube. Hoje, já ultrapassa 350 milões de visualizações. O cantor declarou que voltou ao passado para criar a música. “Compus inspirado em outras histórias. Imaginei como seria um pedido de casamento à moda antiga. Foi algo baseado em mim”.

Em 2004 foi a vez do cantor Latino lançar “Renata”, a famosa Renata Ingrata”. Muitas vezes as músicas do Latino são inspiradas em músicas de outros artistas, mas dessa vez a letra foi dele mesmo. A musa inspiradora é minha amiga pessoal e foi casada com o empresário do cantor na época. A própria Renata fala da música: “Eu fiquei surpresa! Normalmente a música em homenagem a algum nome é para enaltecer, mas acho que foi a primeira a falar mal. Mas mesmo assim eu fiquei lisonjeada”. Provavelmente a inspiração surgiu após alguma briga do casal, mas o fato é que a homenagem virou um dos grandes sucessos de sua carreira.

Provavelmente a Renata não deve ter conhecido o Camisa de Vênus, uma banda que fez grande sucesso na década de 80. A banda tinha uma pegada mais “pesada” do que as outras bandas do rock nacional, as letras tinham palavrões e o nome na época era sinônimo de preservativo. Eles lançaram algumas músicas com nome de mulher, como “Bete morreu”, “Eu não matei Joana D’Arc” e “Silvia”, que tinha uma letra bem pesada: “O Silvia piranha! O Silvia piranha! Vive dizendo que me tem carinho mas eu vi você com a mão no pau do vizinho”. A primeira gravadora do Camisa de Vênus foi a Som Livre, coincidentemente, aonde eu passei 11 anos inesquecíveis! A gravadora tinha muitas histórias e uma delas dizia que a banda quase se chamou Capa de Pica.

No início dos anos 2000, a banda LS Jack estourou com a música “Carla”. A canção foi lançada em 2002 e foi a sétima mais tocada do ano no Brasil. Ô, Carla, eu te amei como jamais um outro alguém vai te amar, antes que o sol pudesse acordar, eu te amei, ô, Carla!

A adolescência de uma amiga querida foi marcada por muitas brincadeiras após o lançamento de “Anna Julia”, em 1999. Essa música foi o primeiro grande sucesso da banda Los Hermanos e escolhida com uma das 100 Maiores Músicas Brasileiras de Todos os Tempos pela revista Rolling Stone Brasil. A letra fala sobre uma menina, a estudante de jornalismo da PUC Rio, Anna Julia Werneck, por quem Marcelo Camelo, compositor e cantor da banda era apaixonado. O sucesso foi tão grande que “Anna Julia” foi regravada até pelo ex-Beatle George Harrison. Apesar do sucesso, durante muitos anos a banda não costumava cantar a música em seus shows. Mas, em 2006 eu fechei com a banda o lançamento da coletânea Perfil, reunindo os maiores sucessos dos Los Hermanos e a primeira música do repertório, escolhido pela própria banda, foi “Anna Julia”.

Outra banda de sucesso desde a década de 80, o Capital Inicial estourou duas músicas com nomes de mulheres: “Fátima” e “Natasha”. A primeira foi lançada em 1986, no primeiro LP do Capital, ao lado de outro grande sucesso “Música urbana”. Depois de fazer muito sucesso e sumir do cenário musical, o reencontro da banda com o sucesso aconteceu em 2000, quando eles trocaram de gravadora e gravaram o Acústico MTV com grandes sucessos e algumas inéditas. Uma das novas músicas foi “Natasha”, que fez muito sucesso. Ainda teve “Rita”, lançada no terceiro álbum deles, em 1988.

Ainda nos anos 80, a banda gaúcha Nenhum de Nós emplacou um hit em 1985, a música “Camila, Camila”, composta por Thedy Corrêa que também era o vocalista. A música foi considerada uma denúncia da violência machista contra as mulheres. Segundo Thedy, ao contar o refrão ele chama Camila a despertar e a reagir à dor sentida com a sensação de impotência, um tema muito atual nos dias de hoje.

Já que estamos falando da década de 80, que tal relembrar outros sucessos inesquecíveis?

Em 1983, Leo Jaime lançou a sua versão para “Sunny”, um grande sucesso de Bobb Hebb, lançada em 1966. A música já ganhou inúmeras regravações e a nova versão foi batida de “Sonia”. Leo Jaime era um cantor pop, com letras românticas e dançantes mas “Sonia” trazia uma letra diferente. “Sônia, sempre que eu te vejo eu não durmo. Sônia, e é por você que eu me masturbo. Pensando em você me vem a sensação, sem perceber eu tô com o tal na mão”. Mesmo em época pós censura, a música chocou e foi censurada. Como Léo Jaime era muito esperto e bom de paródias, ele fez uma nova versão em homenagem à chefe da censura da época cujo nome era Solange. O sucesso “So Lonely” do The Police ganhou o nome de “Solange”.

O rock nacional estava em ebulição e a explosão aconteceu de verdade dois anos depois, em 1985. Ano da primeira edição do Rock in Rio. Ano que o Ultraje à Rigor lançou seu disco de estréia, o maravilhoso Nós Vamos Invadir sua Praia. Em 2008 a Revista MTV considerou o “melhor álbum do rock nacional”. Uma das faixas é a música “Zoraide”, nome de origem árabe que significa mulher cativante, mulher encantadora. Segundo o cantor Roger, Zoraide foi uma homenagem a sua mulher e musa inspiradora quando era sua namorada, mas for the records, o nome dela é Solange.

O rock nacional não parava de fabricar sucessos e em 1984 o Barão Vermelho lançou seu terceiro disco, Maior Abandonado. A última faixa do Lado B do LP era a dançante Bete Balanço”, tema do filme Bete Balanço e maior sucesso da banda. Em 1987, Cazuza regravou a música para o álbum O Poeta Está Vivo.

Em 1987, o país vivia um momento especial e saía da censura da ditadura militar e temas como o sexo começaram a ser explorados. Foi quando Fausto Fawcett colocou todo mundo pra dançar com a Godiva do Irajá. Foi um dos primeiros raps nacionais. O hit começou a surgir quando ele leu uma notícia no jornal sobre uma “louraça” que aprontou num famoso inferninho no Irajá. Surgiu Kátia Flávia, “louraça belzebu, gostosona e provocante que só usava calcinhas provocantes, comestíveis ou bélicas, tipo Exocet (míssil usado na Guerra das Malvinas pela marinha da Inglaterra contra navios argentinos). Em 1997, Fernanda Abreu regravou a música.

Uma homenagem que merece registro e destaque aconteceu em 1970, com a banda de blues Derek and the Dominos. No vocal e na guitarra, Eric Clapton. A música “Layla” foi inspirada no amor de Eric Clapton por Pattie Boyd, esposa de seu amigo George Harrison. No início, a música não fez sucesso, assim como Eric Clapton não foi correspondido. Mas com o tempo tudo mudou. Anos depois Eric Clapton se casou com a amada e a música ganhou reconhecimento da crítica e do público. “Layla” é considerada uma das canções românticas definitivas do rock.

Outra canção lançada nos anos 70 fez muito sucesso nos anos 80. A canção “Bette Davis Eyes” foi escrita em 1974 por Donna Weiss e Jackie DeShannon. Mas o sucesso de verdade só veio em 1981 com a regravação de Kim Carnes. “Bette Davis Eyes” bateu a 1ª posição nos Estados Unidos e passou nove semanas consecutivas no topo das paradas e ganhou o prêmio Grammy de Canção do Ano. A musa inspiradora da canção foi a atriz Bette Davis, falecida em 1989, que declarou ser fã da música e agradeceu os compositores pela homenagem.

Na reta final de 1982 foi a vez de Michael Jackson consagrar outra música com nome de mulher: Billie Jean, faixa do maravilhoso álbum Thriller. Curiosamente, a música quase foi excluída do álbum. Outra curiosidade, a música foi mixada 91 vezes pelo engenheiro de som que trabalhava com o produtor Quincy Jones. Mas “Billie Jean” foi a segunda música de trabalho do disco e foi lançada em janeiro de 1983 para virar um dos maiores sucessos da carreira de Michael Jackson. Mas quem é Billie Jean? Há controvérsias. Dizem que Michael Jackson era muito fã de Tênis e foi uma homenagem a tenista Billie Jean King. Também dizem que Billie Jean era um apelido genérico para as fãs da época dos Jackson 5. Mas uma fã com problemas mentais afirmou que o cantor era pais de um de seus gêmeos. A resposta do artista veio em 1988, em sua biografia Moonwalk: “Nunca houve uma verdadeira Billie Jean. A moça na canção é uma composição de pessoas que atormentam meus irmãos com o passar dos anos. Eu nunca poderia dizer que estavam carregando o filho de alguém, quando não era verdade”. O fato é que Billie Jean é uma espécie de anonimato.

Nos anos 90 a música baiana virou mania nacional e ganhou o nome de Axé Bahia. Muitas bandas surgiram e a Banda Beijo fez tanto sucesso que foi o primeiro grupo baiano a se apresentar no Domingão do Faustão. A porteira estava aberta! A carreira do cantor Netinho também estourou e a banda ficou pequena para ele. Em 1996 ele lançou seu Netinho Ao Vivo! e explodiu nacionalmente com a música “Milla”! Pouca gente sabe, mas a música é uma regravação da banda Jheremmias Não Bate Córner (que depois virou Jammil e Uma Noites). “Oh Milla, mil e uma noites de amor com você!”. A musa da canção que fez muita gente tirar o pé do chão realmente existiu. Quem garante é o compositor Manno Góes: “Milla foi um amor de verão que aconteceu em Mar Grande, como a música retrata. Milla, hoje, é uma mulher que está super bem casada, feliz, com os os filhos dela. Eu também estou super feliz, casado, com meus filhos. E tomara que essa música ainda embale muitos amores”.

Seja Jenifer, Anna Júlia, Renata, Natasha, Camila, Layla ou Billie Jean, o enorme sucesso dessas músicas geram muitas brincadeiras entre amigos. Algumas pessoas não curtem muito e todo cuidado é pouco porque hoje existe o bullying. Eu poderia passar muitas horas escrevendo sobre outras músicas com nomes de mulheres. Quem não conhece alguma Tereza? Jorge Benjor conhecida e gravou “Cadê Tereza? Aonde anda minha Tereza?” em 1969. Tereza voltou a ser homenageada em “País Tropical”. Gilberto Gil homenageou sua esposa Flora em 1981, o rei Roberto Carlos homenageou sua mãe Laura Moreira Braga em 1978 com “Lady Laura”, assim como Milton Nascimento homenageou sua mãe com “Maria Maria”. A música virou hino do movimento feminista ao ser interpretada por Elis Regina, que também imortalizou “Madalena”, composta por Ivan Lins e Ronaldo Monteiro. Na época da escola, Paul McCartney criou uma música com algumas partes em francês que ele costumava brincar de cantar com sotaque, para ver se chamava atenção das meninas. Com ajuda de John Lennon, lançaram “Michelle” em 1965 no álbum Rubber Soul. Seu Jorge homenageou a Carolina, “maravilha de mulher!” e Jorge Vercilo fez sucesso com “Monalisa”.

Por fim, mas não menos importante, a cigana Sandra Rosa Madalena. Um grande hit nacional de 1978 que virou o maior sucesso de Sidney Magal. Mas ao contrário de muitas homenagens e musas reais, Sidney Magal revelou que a cigana Sandra Rosa Madalena nunca existiu. “Foi uma idéia do meu produtor, empresário e compositor que decidiu juntar três nomes de mulheres populares no Brasil: Sandra, Rosa e Madalena; e formar uma cigana fictícia que seria musa verdadeira da minha música”, revelou o cantor.

E o seu nome, será que ele inspirou alguma música? Se você lembrar, posta aqui. De repente essa música pode funcionar para amimar ainda mais a sua festa de casamento.

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterPin on PinterestShare on LinkedInEmail this to someonePrint this pageBuffer this pageDigg thisShare on RedditShare on Tumblr


avatar

DJ expert há 30 anos e pai de quatro filhos, ele dividiu sua experiência no livro Histórias Inesquecíveis de Casamentos, onde conta casos inacreditáveis e prova todo seu profissionalismo. Respira música e mistura seu feeling com arte, já que é formado em Design e pós-graduado em Marketing. Suas maiores paixões? Filhos e música. Adora scuba diving!