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Tradição de casamento: sobre o corte da gravata

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Conversamos com noivas e profissionais e discorremos, agora, os principais pontos a respeito do corte da gravata. Confira!

Das tradições de casamentos legitimamente brasileiras, o corte da gravata com certeza é um dos primeiros a ser lembrado. Ela existe há anos e anos e tem como intuito arrecadar um dinheirinho extra para a lua de mel dos noivos. Geralmente, quem se encarrega desse papel são os padrinhos e amigos dos noivos, que passam de mesa em mesa “abordando os convidados” e entregando, em troca de alguma quantia, um pedaço do acessório do recém-casado.

Entretanto, apesar de trazer um caráter descontraído para o casamento, é um assunto que divide muitas opiniões. Enquanto uns não se incomodam em “dançar conforme a música” e contribuem sem grandes problemas com o cofrinho, outros interpretam como algo deselegante, já que pode soar como um “jantar de adesão”, e não um casório em si. É o caso de – tanto como cerimonialista, como convidado. Para ele, muitas vezes a brincadeira passa do ponto e pode trazer, além de um clima de mal-estar, algum tipo de constrangimento aos presentes. “Vamos nos colocar no lugar do convidado? Ele já lhe deu um presente, investiu em roupa, cabelo, maquiagem… E nem sempre vai munido de dinheiro para um casamento (…) Então, sendo bem sincero, acho zero elegante isso tudo”, explica. Ainda segundo Cohen, os casos de constrangimento citados acima podem ser exemplificados no use de máquinas de cartão de crédito e/ou débito e até selos e etiquetas com os dizeres “mão de vaca”, “já dei para o noivo” e por aí vai.

Em contrapartida, aos que apoiam o corte da gravata, existem mil e uma possibilidades para incluir na festa, desde que seja um episódio saudável e respeitoso para ambos os lados, principalmente para não deixar os convidados em uma posição em que se sintam ofendidos, explorados ou constrangidos. É essencial saber como e com quem se brinca – e vocês, mais do que ninguém, conhecem seus amigos e familiares. Bom senso é palavra de ordem!

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Para arrecadar o dinheiro, além das clássicas caixinhas e bandejas, frequentemente vemos garrafas de whisky e ursos de pelúcia em formato de animais (e o que mais a criatividade mandar) servindo de cofre. Em troca, os convidados podem ganhar não só um pedacinho da gravata do noivo, como também lembranças como plaquinhas, balões e broches – aqueles com dizeres “operação lua de mel” estão super em alta. O valor da contribuição também pouco importa – afinal, cada um dá o que puder –, já que importante mesmo é entrar no clima e festejar um momento tão especial na vida de duas pessoas.

FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM

Ao invés dos recém-casados investirem o dinheiro  de forma tradicional, na primeira viagem como marido e mulher, podem fazer o bem e doar o valor arrecadado para ONGs ou instituições carentes. Essa ideia, inclusive, esteve presente no casamento de Mariana e Bruno. A noiva conta que a história já começou diferente porque seu noivo optou por uma gravata borboleta – “obrigando-os” a pegar a gravata do irmão dele emprestada. “Poucos dias antes do casório ficamos sabendo que o pai do nosso fotógrafo tinha uma ONG que pegava crianças abandonadas e tomava conta até que alguém as adotasse. Ficamos bastante impressionados, pois ele já fazia isso há pelo menos 20 anos sem nunca pedir qualquer ajuda do governo, sustentando a causa apenas com recursos próprios e ajuda de pessoas próximas”, relembra. Então no momento em que receberam a garrafa com a contribuição de todos os seus convidados – e que, segundo o casal, não foi pouca! –, foram ao microfone e surpreenderam o fotógrafo anunciando a doação. “Foi muito emocionante. O pai dele nos agradeceu muito e comentou que a doação ajudaria a manter a entidade por várias semanas, porque naquela época, ele mantinha cinco crianças entre dois meses e quatro anos de idade”, finaliza.

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E você, vai incluir ou não o corte da gravata no seu grande dia?


CRÉDITOS

1. Clara Sampaio | 2. Christiano Machado Fotografia | 3. Telles Fotografia | 4 e 9. Ernandes Alcantara | 5. Gabriel Telles | 6. Carol Bustorff Photography | 7. Rafael Ohana | 8 e 10. Marina Lomar Fotografia | 11. Nattan Carvalho e Fernanda Nickkel Fotografia

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ic indica

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Uma sagitariana que tem a alegria como dom. É carioca, jornalista, tem 20 poucos anos e adora ser chamada de Duda. Como uma amante incurável de sorrisos e amores, espera que seu grande dia seja repleto deles. E que, assim como ela, você se torne uma multiplicadora fiel dessa dupla!