Damas e pajens: fofura a gente vê por aqui!

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texto Luiza Morena

Eles esbanjam personalidade em figurinos mirins, encantam com doçura e conseguem fazer com que dezenas de adultos emocionem-se. Sim, em um casamento não são apenas os noivos que arrancam suspiros, mas dividir a função com os pajens e daminhas ganha uma conotação especial. Símbolo da inocência, as crianças chamam a atenção ao caminharem pela passadeira e na chegada ao altar o vínculo com os noivos torna-se vivo diante da emoção.

Reza a lenda que o ritual teve início ainda na idade média, quando os pequenos vestiam suas melhores roupas para aguardar a chegada da noiva na vila e assim conduzi-la ao altar. Verdadeira ou não, uma coisa é certa, com tamanha delicadeza eles tornaram-se indispensáveis para a maioria dos casais.

E com objetivo de dar uma forcinha para as noivas que se encontram no dilema de escolher os mínimos detalhes conversamos com a cerimonialista Lela, da Lela Eventos, com a estilista Marie Lafayette e com a Fernanda Schleder e o Frederico de Assis, do coral Entreatto. Portanto, tire suas dúvidas e transforme com simplicidade sua entrada em um momento único.

Crédito: Kelly OliveiraCrédito: Carol Mattos Fotografia Fotografia: Casamento Maria Emilia e Saulo IC-PRSC-13

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Segundo a cerimonialista, não há uma regra de etiqueta que restrinja a um número certo pajens e daminhas. Esse papel acaba sendo desempenhado pelo bom-senso, deixando como conselho que a escolha seja realizada com cautela. O importante é ter em mente que as crianças necessitam possuir idade suficiente a fim de desempenhar com êxito suas funções. Hoje em dia, muitas noivas acabam dando preferência para as menores, o que não é um problema, uma vez que a partir do momento que estão andando já podem entrar sozinhas. Mas vale a ressalva! Caso algo dê errado isso não pode ser motivo de frustração para o casal.

A fim de evitar os imprevistos, antes do grande dia são realizados uma série de ensaios para a ambientação dos pequenos. Nessa hora, os pais acabam auxiliando naquilo que devem fazer e o local vazio os deixa mais à vontade. Embora a igreja cheia caracterize-se como um fator inibidor, são nos ensaios que os noivos podem perceber a personalidade de cada um e assim, prever quem será o mais exibido ou aquele que terá mais dificuldade. Uma inovação que Lela tem percebido em muitas cerimônias ocorre quando a criança é filho dos noivos. Nesse caso, as avós acabam entrando junto, o que, sem dúvida, multiplica as emoções no altar.

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Entreatto

No quesito trilha sonora, os noivos podem se preparar, afinal, encontrar a música exata para embalar um dos momentos mais marcantes de sua vida não é uma tarefa fácil. Acostumados a auxiliá-los, Fernanda Schleder e Frederico de Assis afirmam que o primeiro passo para a escolha é saber se o local da cerimônia permite gênero popular. No caso das igrejas, as músicas, geralmente, restringem-se às sacras e clássicas como: Minueto de Boccherini, Minueto de Bach e Primavera de Vivaldi.  Já para as casas de festas elas ficam mais livres.

No primeiro contato com os noivos, os músicos indicam um repertório leve e alegre para a entrada dos pajens e daminhas, além de pedir outras opções que façam parte da história do casal ou das crianças. Dentre as mais solicitadas para o coral estão a do “Aladdin”, cantada em dueto por dois solistas ou em solo de violino, a da “Bela e a Fera”, na voz do coral infantil, “Over the rainbow” e a marcha do “Quebra Nozes”.

A decisão final é dos noivos, claro, mas para os donos da empresa, o sucesso na escolha é simples: unir um tema especial para os apaixonados e, ao mesmo tempo, lúdico- assim como só as crianças sabem ser.

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celso junior e muradas (2) (Medium)Marie Lafayette

Chegou o delicioso momento de decidir o dress code das daminhas e dos pajens e você não sabe muito bem adaptar o estilo da roupa ao do casamento? A estilista Marie Lafayette deixa uma coisa bem clara, na hora de escolher o traje dos pequenos preze a leveza, a delicadeza e a infantilidade! A beleza na entrada das crianças consiste, justamente, em toda a inocência que carregam consigo, portanto, a roupa precisa estar de acordo também com sua idade. Cores muito fortes como vermelho, vinho, roxo e marinho devem ser evitadas e, se a noiva não abrir mão, fazem-se presentes apenas nos detalhes.

Uma dúvida constante diz respeito à sintonia do vestido das daminhas ao da noiva- o que depende diretamente de seu grau de proximidade. No caso de mãe e filha, ver as duas com o mesmo estilo emocionará a todos, mas se isso não acontecer é necessário apenas que a vestimenta esteja de acordo com a formalidade definida para a ocasião. Considerar que estamos falando de crianças também é importante, afinal, tecidos mais leves e confortáveis as deixarão mais tranquilas e à vontade nesse momento. Para cerimônias ao ar livre aposte em modelos fluídos e de tule e invista em tiaras ou arranjos de flores naturais para finalizar a produção.

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Uma jornalista que associa escrever a pensar em voz alta, ambiciona abrir seu coração para o mundo e viu nos casamentos um tempero especial para a profissão. Para o seu grande dia? Pôr do sol e pés descalços.