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Padrinhos e madrinhas: escolhas, trajes e tradições

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Texto Alessandra Pereira

Logo que o pedido de casamento foi aceito e os noivos começam a pensar nos preparativos, uma das primeiras ações é a escolha dos padrinhos e madrinhas. A honraria é geralmente dada a pessoas importantes para o casal e que receberá a incumbência de testemunhar a união de ambos, assim como orientá-los na vida em comum.

Foto André Alves

Na cultura brasileira até o século XX a seleção dos padrinhos não atendia laços afetivos, mas de poder. Eram parentes mais velhos, amigos dos pais dos noivos e pessoas com poder aquisitivo mais elevado que poderiam não só dar bons presentes, mas status ao casamento diante da sociedade. Embora ainda seja comum encontrar esse tipo de seleção em algumas regiões do país, o padrão atual é escolher pessoas que conheçam bem a história do casal e possua laços afetivos com eles.

Quando decidem se casar os noivos começam a enfrentar pressões familiares sobre a lista de convidados e, muitas vezes, quem deveria ser o casal de padrinhos. Mas é importante focar no prazer das escolhas e de estar comungando desse momento mágico com amigos de fato. Ir até os escolhidos para fazer o convite é um ritual especial, que muitas vezes vem acompanhado de um presente personalizado de agradecimento.

Foto: Foto Certa

O que diz a etiqueta sobre a escolha dos padrinhos e madrinhas

A quantidade de padrinhos e madrinhas de casamento não possui uma regra, mas só duas pessoas assinarão os documentos civil e religioso como testemunhas. Muitas cerimônias apresentam um exagero na quantidade de padrinhos e madrinhas e para não errar, as dicas são avaliar o tamanho da lista de convidados e do altar onde será realizada a cerimônia.

Não bonito e nem elegante ter um altar abarrotado de pessoas espremidas. Para evitar esse constrangimento, verifique o tamanho do altar onde será a cerimônia e se cabem a quantidade desejada de padrinhos e madrinhas antes de convidá-los. Há uma sugestão dentre os cerimonialistas de que o número de casais não passe de 8% dos convidados, logo se há 200 convidados poderiam ser oito casais para cada lado.

Se a quantidade de pessoas na lista de possíveis padrinhos e madrinhas ultrapassarem o limite sugerido, tente dar outras atribuições afetivas as outras pessoas que restaram. Elas podem ser responsáveis por receber os convidados, ler uma mensagem emocionante sobre o casal, entrar no altar com o bichinho de estimação dos dois, organizar a despedida de solteiro entre outras opções. O importante é que elas não sejam constrangidas e saibam que são queridas.

Mesmo sabendo quem está mais próximo, pode ser difícil tomar uma decisão. Isso porque grandes amigas de infância costumam prometer serem madrinhas umas das outras e quando o tempo dispersa a amizade, será que a promessa deve mesmo ser cumprida? Difícil opinar sobre as escolhas de cada um, mas pela própria simbologia da função de padrinhos e madrinhas, o ideal é escolher quem de fato vai ser presente na relação.


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Pode ser que um noivo tenha mais sugestão de padrinhos e madrinhas que o outro. Nesse caso ambos podem conversar para preencher as vagas do outro e escolherem pessoas mais próximas aos dois para elas. Não há problema nenhum se o final da lista a quantidade de casais ser número par ou ímpar.

Outra saia justa bem comum é quando há um casal e o desejo de convidar apenas um deles para a função. Se ambos forem amigos, não é elegante separá-los e pode criar uma saia justa desnecessária, mas há casos distintos em que não há problema algum convidar apenas um. Como em namoros recentes e se a outra parte não tiver uma boa relação com os noivos, mas o convidado deve ser informado sobre a decisão e cabe a ele aceitar o convite ou não com essa ressalva.

Foto Rafael Vaz Fotografia

Crie um momento especial para convidar os escolhidos, dando o convite oficial do casamento e chamando-os para serem padrinhos e madrinhas. Dar lembrancinhas não é uma obrigação, mas sim um agradecimento por aceitar algo que requer custos e dedicação. Ambos gastam muito mais do que um convidado padrão, como uma roupa especial, maquiagem, presentes etc. e é bem agradável que recebam um agrado dos noivos.

Como tudo é uma questão de orçamento, ser for possível financeiramente para os noivos, é interessante fazer um jantar com os padrinhos e madrinhas nas vésperas do casamento, para confraternização, conversar sobre os detalhes da cerimônia e fazer apresentações entre todos.

É errado escolher a roupa dos padrinhos e madrinhas?

Uma das maiores controvérsias do momento não é sobre a quantidade de padrinhos e madrinhas e nem quem deve ser chamado, mas sim na escolha da vestimenta deles. Há noivos que não abrem mão de escolher modelo e cor dos vestidos e ternos, enquanto outros apenas pedem apenas bom senso.

Como os casamentos atuais são produzidos como um espetáculo, tudo deve seguir um padrão harmônico de cores e proporções. Há detalhes que já são tradicionais e que todo mundo sabe, como o branco ser exclusivo do vestido da noiva e que madrinhas não devem usar preto. Até a última década as madrinhas podiam escolher cores e modelos, mas os padrinhos precisavam usar trajes iguais e, em alguns casos, gravatas combinando com o vestido da madrinha.

Nos EUA há décadas é tradição que os vestidos das madrinhas sejam todos iguais, em modelo e cor, escolhidos pela noiva. No Brasil essa prática vem ganhando espaço atualmente, por criar mais harmonia e se adequar a proposta da festa.

Sem atender uma regra específica, a maior parte impõe uma padronização nas cores dos vestidos, que pode ser a mesma para todas as madrinhas ou em tonalidades semelhantes. O risco de escolher uma única cor é manter o tom e o mais indicado que os vestidos sejam feitos no mesmo local, com o mesmo tecido.

Foto Carol Ritzmann

Já a escolha do modelo é o mais crítico, por ser necessário que seja adaptável para os variados corpos das madrinhas. Para evitar modelos que as deixarão chateadas, é indicado pedir ajuda a estilistas que avaliem todas as noivas e possa definir algo que seja perfeito para todas.Ele também vai obedecer critérios como o local onde será o casamento, a estação do ano, o horário e o tema.

Mas antes de fazer as exigências, é importante que a noiva converse com as madrinhas e explique o motivo de suas escolhas para que se sintam mais confortáveis sobre isso. A sugestão é não impor algo que vá gerar um grande incomodo coletivo, abrindo espaço para negociações, mas a última palavra é sempre da noiva.

O traje dos noivos é mais simples, por ser tradicional manter o mesmo padrão para todos. A principal preocupação deve ser a de manter o mesmo estilo do noivo, como mais despojado ou formal.

Foto Dream Big Studio

Foto William Nihues

Foto Cicero Cavalli

Foto Jedd Munchow

Foto Bruno Batuta

Foto Edson Beline

Padrinhos e madrinhas pelas religiões

Oficialmente o termo padrinhos de casamento não é considerado pela igreja católica, que atribui a sua função como testemunhas da cerimônia religiosa. Após o Concílio de Trento, em 1563, o casamento passou a ser um sacramento cristão e imposta a obrigatoriedade de ter um sacerdote para as bênçãos e pelo menos duas testemunhas presentes.

As testemunhas também são exigidas num casamento civil, onde duas pessoas devem assinar o livro do tabelião no local. Não é necessário que sejam um homem e uma mulher, mas precisam ter mais de 18 anos, para exercer a função de responder civil e criminalmente pela declaração dos noivos sobre a união.

No judaísmo não há o costume de ter padrinhos e madrinhas, sendo o cortejo formado por parentes dos noivos. Mas há costumes diferentes em cada país, que podem incluir amigos que representem essa função, sem que seja obrigatório.

Já nos casamentos evangélicos e espíritas, a presença de padrinhos e madrinhas fazem parte do ritual, semelhante ao que ocorre com os católicos. No candomblé é possível incluir crianças acima de sete anos e todos devem vestir branco.

Foto São Paulo Fotografia

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