Bufê de casamento: como encontrar e o que não pode faltar no contrato

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Ainda não contratou seu bufê de casamento? A hora é agora! Saiba o que não pode faltar no contrato de empresas sérias e veja a experiência de noivas que já subiram ao altar

Sempre levantamos a bandeira de que um bufê de qualidade é parte fundamental para uma festa de sucesso. Apesar de ser um processo gostoso (quem não ama uma degustação?) é algo que deve ser analisado com muito cuidado para evitar qualquer problema no andamento da sua recepção. Pensando em te ajudar na escolha e no fechamento desse contrato tão importante, reunimos noivas, bufês e uma cerimonialista para que você tenha uma visão 360° de como funciona essa contratação e como deve ser organizada a logística. Se esse ainda é um item que falta no seu checklist, siga no post e anote todas essas dicas preciosas!

PASSO 1: COM QUANTO TEMPO DE ANTECEDÊNCIA PRECISO CONTRATAR O BUFÊ?

Para o chef Rafael Jacobi Gastronomia, um ano é o tempo ideal. Já para o Rappanui Gastronomia tudo é uma questão de agenda, se estiverem com a data disponível, dependendo do porte da festa, é possível realizar o evento.

Buffet de casamento: Rafael Jacobi Foto: DivulgaçãoPASSO 2: COMO ESCOLHER?

Nesse ponto, contam uma série de fatores como indicação de amigas, valor, nome no mercado e também a orientação do cerimonial.

Para a cerimonialista Manuella Gonçalez Cerimonial & Eventos, é papel dos profissionais do seu segmento instruir a noiva sobre o melhor formato de bufê de acordo com o perfil e budget do evento, e estrutura ou estética do local da recepção.

“Casamentos com maior percentual de jovens tendem a preferir o menu degustação (finger food) para não engessar a pista. Gostam de ser servidos ao redor do espaço onde estão confraternizando e dançando. Quanto à estrutura/estética: locais mais clássicos como o Copacabana Palace combinam mais com um bufê empratado ou serviço a inglesa”

O cerimonial entra em cena para sugerir as empresas para degustação, e posteriormente linkar o tipo de serviço escolhido com a decoração que irá melhor atendê-lo, quanto às escolhas das cadeiras e mesas e itens de louça e prataria, junto a parte operacional do local.

Buffet de casamento: Rappanui Gastronomia Foto: DivulgaçãoLembrete: uma boa pesquisa é fundamental!

Lembre-se que além do sabor, a reputação e a higiene do bufê são pontos imprescindíveis para o fechamento do contrato. Para Rafael Jacobi, é recomendável fazer uma boa pesquisa na internet, em sites de reclamações, falar com seu cerimonialista e pedir contatos de clientes já atendidos pelo bufê. O Rappanui também alerta para empresas que não possuem redes sociais, endereço comercial ou CNPJ. No quesito de segurança alimentar, existe um documento que o bufê pode oferecer para comprovar que são aprovados pela vigilância sanitária.

Buffet de casamento: Rappanui Gastronomia Foto: Alexandre RechtmanPASSO 3: DEGUSTAÇÃO 

É o momento em que você comprova o sabor e a apresentação dos pratos, normalmente é feito antes do fechamento do contrato para garantir que o cliente perceba a qualidade do serviço que está contratando.

Porém, segundo Manuella Gonçalez, isso não é garantia que tudo saíra perfeito no dia. Para ela, o feedback do cerimonialista e do outros casais que já fecharam com o bufê em questão garante muito mais do que uma bela degustação.

“Muitas empresas fazem uma degustação primorosa, e no dia do evento em si pecam em sabor e estética por exemplo, já que estão atendendo um número muito maior de pessoas. Costumo brincar com o cliente que a comida ser gostosa e a apresentação estética é obrigação do bufê, afinal, este é o serviço dele. E que nada disso adianta se o no dia não funcionar itens como timing de saída da cozinha, presteza dos garçons, agilidade nas reposições, estações mantidas sempre limpas e com material sempre renovado de talheres e pratos”

Buffet de casamento: Rappanui Gastronomia Foto: DivulgaçãoPASSO 4: CHEGOU A HORA DE FECHAR O CONTRATO

O que não pode faltar?

Para o Rappanui Gastronomia:

  • Duração do serviço
  • Número de convidados
  • Local e data do evento
  • Percentual de convidados extra que o bufê se compromete a atender com a mesa excelência do que foi fechado.

Rafael Jacobi Gastronomia adicionou alguns itens:

  • Descrição completa do que será servido
  • Número de funcionários para mão de obra
  • Descrição do material a ser usado
  • Marca das bebidas

E os custos extras?
Custos extras são assumidos pelo Rappanui. Já os custos vindos de convidados extras, isso já é estabelecido em contrato. É cobrado o mesmo valor por convidado que foi cobrado anteriormente e são acertados após a festa. Rafael Jacobi acrescenta que essa cobrança deve ter o aceite do cliente ou do cerimonial.

Buffet de casamento: Rafael Jacobi Foto: DivulgaçãoPASSO 5: CÁLCULO DA QUANTIDADE, ESCOLHA DO CARDÁPIO E TIPO DE SERVIÇO

Segundo Rafael Jacobi, o recomendado para ter uma ideia da quantidade de comida a ser servida deve ser definida a duração do evento para calcular x quilogramas por convidado mais uma margem de segurança de 20%.

Quanto ao tipo de serviço, ambos os bufês trabalham com finger foods, ilhas gastronômicas e empratados, e a dica é optar pela primeira e segunda opção para eventos mais descontraídos, com público jovem. Porém se a ocasião pede algo mais formal, a escolha deve ser a terceira possibilidade. A variedade e o gosto dos convidados também é um ponto muito importante. O cardápio deve ser pensado para eles. Bons anfitriões não devem pensar apenas no próprio paladar.

Para Jacobi, o número de opções também deve ser alinhado ao orçamento. Para o chef, caso o casal opte por um cardápio variado, vale investir nas mini-porções ou no bufê clássico. Já o Rappanui recomenda que seja servida uma opção de carne vermelha, uma vegetariana, uma de frutos do mar e uma de carne branca, assim é possível agradar a grande maioria. Aliás, o bufê também tem uma forma específica de montar o cardápio. A versão final é definida de 7 a 10 dias antes do casamento, para que as condições climáticas combinem com as escolhas e a experiência seja a melhor possível.

Buffet de casamento: Rafael Jacobi Foto: Divulgação

PASSO 6: CHEGOU A HORA! E AGORA?

Conservação, organização e trabalho em equipe são essenciais para o sucesso da festa. No bufê de Rafael Jacobi, higiene é palavra de ordem:

“Tem que ter transporte refrigerado de ponta a ponta. Tudo embalado a vácuo, boas práticas de manipulação e muito profissionalismo da empresa contratada. Bufê de eventos é coisa séria, não há espaço para amadorismos”

O mesmo vale para o Rappanui Gastronomia que preza por uma boa refrigeração para a conversação dos alimentos. Quando o local da festa não oferece uma geladeira, é a própria equipe que cria situações adequadas de refrigeração, como placas congeladas em iglus e isopores.

Buffet de casamento: Rappanui Gastronomia Foto: Mônica DantasPara que o serviço fique perfeito, o apoio do cerimonial faz toda a diferença. É o que explica Manuella Gonçalez:

“Nosso cerimonial tem sempre uma pessoa de apoio na cozinha, trabalhando em consonância com o maitre e informando imediatamente o feedback dos convidados. Isso dá tempo e conforto para que pequenos ajustes sejam feitos, como mesas que estão sendo pouco servidas, pedidos especiais de convidados, agilidade na entrega, pedidos recorrentes de bebidas no salão, etc”

Outro ponto importante são as trocas de experiências entre esses dois segmentos. Por exemplo, um cerimonial experiente pode mostrar ao cliente que posicionar uma estação muito próxima a saída de ar deixará a comida fria, e instruir para que estas estações não fiquem fora do acesso direto da cozinha, evitando assim que os garçons façam reposições na frente dos convidados ou que o serviço atrase.

Buffet de casamento: Rappanui Gastronomia Foto: DivulgaçãoPara exemplificar algumas das situações retratadas, conversamos com duas noivas para mostrar exemplos de uma boa e má experiência na escolha do bufê. Vamos lá?

“Essa é uma parte delicada  do meu casamento, pois eu confesso que não priorizei esse serviço durante o processo dos  preparativos.   Então, eu e meu noivo arriscamos um caminho mais fácil e alternativo, diante da dificuldade de investir em um bufê sem sair do nosso orçamento (e os que estavam no preço ok, desconfiamos). Só fomos resolver isso de fato uns quatro meses antes da festa. E eu continuei preocupada com medo de ser um fiasco. E foi!

Temos um amigo que é um super chef de cozinha. Ele estudou gastronomia, arrasa nos pratos que ele faz e trabalha num restaurante muito famoso no Rio. Mas nada disso foi suficiente, porque quando falamos em casamento não dá para comparar com um jantar entre amigos – por mais maravilhoso que seja.  Escolhemos impunes cardápios que agradassem a todos os paladares e que não fosse tão complexo de cozinhar em grande quantidade. Encomendamos saldados, bebidas, louças  e tudo a parte. O que também foi superdesgastante e cansativo. Mas não desistimos!

Na véspera do casamento, estávamos comprando descartáveis como guardanapos e outros utensílios. Contratamos uma equipe de garçons e ajudantes de cozinha a parte também. E talvez esse tenha sido o maior problema: A equipe não tinha sintonia, não tinha time, não se conhecia e não sabia o ritmo do outro. Então, eles não conseguiram se alinhar diante da demanda de logística de um casamento com 200 convidados. Os pratos atrasaram e sobrou muita coisa devido aos desencontros e imprevistos da cozinha (o gás acabou!)” (Andreia Coutinho Louback)

ORDEM DE IMPORTÂNCIA DA ANDREIA


valor > sabor > indicação da cerimonialista > indicação de amigos > nome do mercado

Buffet de casamento: Rafael Jacobi Foto: Divulgação

“Fechei com um ano de antecedência, em abril de 2016. Eu fui uma noiva extremamente exigente e criteriosa, então pesquisei todos os fornecedores de cada nicho, estudei a fundo todos eles e tenho certeza que contratei os melhores para acalmarem meu coração e ter a certeza de que a festa seria um sucesso. Obviamente não foi diferente com o bufê, afinal, é uma das escolhas mais importantes. Levamos em consideração os seguintes critérios: qualidade da comida (desde coquetel voltante, mini porções e jantar até sobremesa e lanche da madrugada) ingredientes utilizados, apresentação dos pratos, qualidade do serviço (fartura, reposição, bom atendimento dos garçons), e variedade de opções para todos os gostos e intolerâncias. Escolhi a Confeitaria Colombo não só pelo glamour, por ser ponto de encontro para chás e cafés desde a época dos meus avós (tanto que os meus se conheceram lá) mas também pelos famosos salgados e doces portugueses que são os melhores da cidade, sem contar a comida desenvolvida por chefs altamente qualificados com requinte e muita qualidade!

Quando colocamos no papel a qualidade do bufê, a mensagem que gostaríamos de passar aos convidados com um lugar digno de realeza, não tivemos mais dúvidas, mas como a maioria das pessoas, ficamos com medo do valor ser “impagável”. Porém como eu disse antes, pesquisei tudo e todos e cheguei à conclusão que além de todas as qualidades que já mencionei, o custo beneficio era, sim, mais uma qualidade!

Já passei algumas saias justas em outros casamentos, como não ter garçom suficiente para servir ou não ter variedade de opções para todos os gostos e intolerâncias alimentares e não queria de jeito nenhum que isso acontecesse no meu grande dia”(Lara Rocks)

ORDEM DE IMPORTÂNCIA DA LARA


Sabor> nome no mercado> valor> indicação de amigos> indicação do cerimonialista


 Buffet de casamento: Rappanui Gastronomia Foto: Divulgação

Curtiu? Então que tal ver todas as dicas dos top profissionais do segmento no nosso site?


CRÉDITOS

1, 2, 5, 6, 7,9, 10 e 11- Divulgação  |  3, 8- Mônica Dantas  |  4- Alexandre Rechtman

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Canceriana que se apaixona facilmente por pessoas e lugares. Seu sobrenome não poderia descrever melhor o que a motiva. Romântica incurável por um acaso da astrologia, sonha desde criança com seu vestido de princesa, cerimônia no campo e o que o destino lhe reserva.