SOM NA CAIXA: what if…? E se…?

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Fã da Marvel? Então, você vai amar essa matéria! Confira.

Se você é fã da Marvel, assim como eu, certamente já ouviu falar na série What if…?, uma das novidades que serão lançadas no Disney+, a plataforma de streaming da companhia que chegou para brigar de frente com a Netflix. Apenas no dia do lançamento (12/11/2019) o Disney+ teve mais de 10 milhões de usuários inscritos e o app do serviço foi baixado 3,2 milhões de vezes. Você deve estar se perguntando, o que isso tem a ver com o meu casamento?
A série What if…? trata de histórias alternativas que podem ter um final diferente e dessa vez a coluna vai dar algumas sugestões para fazer a sua festa ser ainda melhor! E se…? Once upon a time a nossa história começa há bastante tempo, quando eu participava de uma reunião e os noivos queriam fazer uma festa diferente, sem os familiares. Aí o cerimonial falou: “um dia, quem sabe, haverá uma comemoração formal só com familiares e uma festa de arromba só com os amigos”. Anos se passaram e essa possibilidade nunca fez tanto sentido. Por que não? E se…?
Uma das festas mais incríveis que eu fiz na vida aconteceu em Foz do Iguaçú, com produção do João Callas. No Sul existe a figura do produtor do evento, que normalmente terceiriza o cerimonial. Aqui no Rio o cerimonial cuida de tudo e também é o produtor. Foi uma festa linda, toda preta com orquídeas brancas e uma boate escondida. Um dos detalhes que me chamou atenção e impactou muito na animação da festa foi a gastronomia. Eram mais de 500 convidados e como manda a tradição nas cidades do Sul o antipasti foi servido enquanto os noivos faziam as tradicionais fotos com padrinhos e pessoas especiais da família. Como os noivos decidiram jantar antes de entrar na festa, o que não costuma ser uma tradição nas festas do Sul, o jantar também foi servido para todos os convidados. Mas o que aconteceu de tão especial? Quando os noivos entraram no salão, abriram a cortina da “boate secreta” e a festa explodiu e não parou antes das 7h da manhã. E se…?
Outro ponto muito importante acontece quando a festa tem alguma atração ao vivo, como banda e cantores diversos. Normalmente o artista faz uma passagem de som antes do início do evento para acertar posição no palco, regular o som, os volumes dos instrumentos, etc. Mas, por incrível que pareça, sempre que a banda sobe no palco faz a passagem de som novamente, no meio da festa. Ninguém faz idéia de como isso atrapalha o DJ! Já ouvi relatos de DJs que cortaram o som e deixaram a banda no palco afinando instrumentos. O que aconteceria se o DJ voltasse no meio do show para bricar de fazer scratches? OK, vamos esquecer isso. O show dura em média 2h… 2h e meia. Quando acaba, começa a desmontagem dos equipamentos e o coitado do DJ sempre está posicionado em algum local na lateral ou fundo do palco. A festa dura 5, 6, 7, 8 horas, ou até mais, mas o DJ sempre fica mal posicionado para comandar a festa. E os noivos não querem saber de desculpas, querem a pista bombando! E se houvesse um local diferente, como um segundo palco menor para dar o devido destaque que o DJ merece? Por que não? E se…?
Bati um papo bem legal com o DJ Flavio Guanabara, da agência Connex. Ele levantou duas questões muito pertinentes que para nós DJs são muito óbvias mas que não são corrigidas em muitos eventos.
Segundo Flavio declarou: “As festas diminuíram de formato, número de convidados, mobiliário, etc enquanto os salões são os mesmos. Então você tem festas pequenas em lugares grandes e acabam ficando muitos espaços livres nas festas. A solução encontrada é aumentar o tamanho da pista de dança, o que é um grande erro. A pista, o open bar, o mobiliário, deveriam ficar próximos e se houver espaços vazios, que fiquem nos fundos para não afetar a animação da festa”. Essa observação é perfeita! Ele concluiu: “muitas vezes pegamos pistas e salões enormes. Todo mundo dançando e aquele ar de vazio. Os decoradores precisam entrar mais em sintonia com os DJs e com a animação da festa”. Mais uma vez, palmas para o DJ! Mas com boa vontade e profissionais experientes dá pra consertar, não dá? E se…?
O papo seguiu e Flavio Guanabara levantou outro ponto muito importante: “Quase toda noiva quer uma festa bombada desde a primeira música e pressionam muito o DJ para isso. Aí, acabam escolhendo um funk para abrir a pista”. Como eu costumo dizer, queimam a largada! Guanabara ainda disse que muitas noivas não entendem que existe um tempo de ambientação e esquenta na festa. O clima da pista é gradativo, ninguém chega dançando no clímax”. Cabe ao DJ orientar os noivos nas reuniões que acontecem antes da festa para que isso não aconteça. Mas, muitas vezes é complicado. Outro caso de E se…?
São vários detalhes fáceis de mudar para tornar a sua festa melhor. Nós DJs que estamos acostumados a comandar a pista há muitos anos poderíamos ajudar muito nessas decisões. Mas muitas vezes esbarramos em vaidades, egos, falta de profissionalismo e não vale a pena criar um ambiente hostil com profissionais que encontraremos pelo caminho. Um detalhe de luz, local e o tamanho da pista, posicionamento do DJ, o momento certo da festa para que as coisas aconteçam, o tempo de show de qualquer atração… é por isso que eu costumo dizer na minha casa que no dia que eu me aposentar, vou cuidar da produção dos eventos. Tenho certeza absoluta que muitas noivas ficarão ainda mais felizes ao final da sua festa. E se…?

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ic indica

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DJ expert há 30 anos e pai de quatro filhos, ele dividiu sua experiência no livro Histórias Inesquecíveis de Casamentos, onde conta casos inacreditáveis e prova todo seu profissionalismo. Respira música e mistura seu feeling com arte, já que é formado em Design e pós-graduado em Marketing. Suas maiores paixões? Filhos e música. Adora scuba diving!