Como escolher o espumante de casamento

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Texto Alessandra Pereira

O espumante se tornou queridinho nos casamentos e é sinônimo de comemoração e alegria. É quase impossível não esperar que um evento dessa importância, não tenha um brinde com a bebida. No Brasil ele vem sendo cada vez mais requisitado e presente em eventos de todos os portes, por combinar com o clima quente da maior parte do país.  

Mais do que apenas um brinde na hora de cortar o bolo, os convidados esperam que a bebida seja servida. Como é versátil e combina com os mais diversos alimentos, ele combina com todo tipo de casamento, independente do horário e local a ser realizado. Mesmo que o casamento seja simples, a bebida traz mais sofisticação e elegância para o momento tão especial. E para agradar a todos, é importante escolher rótulos que possam agregar custo e benefício, assim como satisfazer o gosto dos noivos. 

Foto GF Fotos

O que considerar para escolher a bebida certa?

Os vinhos espumantes são classificados em seis tipos diferentes, que variam de acordo com o 

grau de doçura presente em sua fermentação. Confira abaixo cada nomenclatura:

1 – Nature: mais seco que os demais, não possui intervenção de licores incluídos na maior parte dos processos. O sabor das uvas Pinot Noir e Chardonnay é ressaltado e o sabor é único. 

2 – Extra brut: é um espumante bastante seco, mas que ainda tem uma pequena concentração de açúcar que o diferencia do nature. Seu sabor é marcante, dado pela acidez e é indicado para acompanhar queijos, frutos do mar e massas. 

3 – Brut: é considerado um espumante seco, mas não tão ácido e forte como o extra brut. É o mais vendido e recomendado por combinar com mais tipos de pratos. 

4 – Sec: tem doçura moderada e é mais leve que o brut. Ideal para quem está iniciando na degustação de espumantes e pode acompanhar entradas. 

5 – Demi-sec: possui uma maior quantidade de açúcar, mas não chega a ser considerado doce. Combina com molhos, frutos do mar e queijos  mais leves. 

6 – Doce: tem alta concentração de açúcar e utiliza a uva moscatel, considerada mais doce. É indicado para consumo com sobremesas e frutas. 


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Segundo Sylvia Sitnoveter, diretora comercial da Wines And Roses, a espumante brut é a mais requisitada pelos noivos. A escolha é feita pelo sabor mais marcante e pela facilidade em harmonizar com o maior número de pratos. Por ser mais seco, ajuda a equilibrar o paladar diante dos doces presentes em casamentos e o bolo. O clima tropical brasileiro também é bastante atraente para espumantes brut, pelo maior frescor e uma acidez que ajuda a amenizar o calor. 

Quanto a quantidade, se o espumante for servido desde o início da festa e for a única bebida alcoólica, a medida é de uma garrafa para cada 1,5 pessoas. Se houver combinações entre espumantes, vinhos branco e tinto, a medida é de uma garrafa para cada duas pessoas, sendo 60% mais de espumante. Se o espumante for servido junto a outras bebidas diversas como cervejas e drinks, a conta é de uma garrafa para cada duas pessoas. O mais correto é avaliar o perfil dos convidados, que podem indicar qual a bebida de maior preferência , para evitar que falte ou sobre muitos espumantes. 

O custo x benefício na escolha da espumante, permite adquirir um bom produto por um valor mais acessível que podem variar de R$ 30,00 a  R$ 80,00 a garrafa. Com a compra em quantidade, os fornecedores podem oferecer descontos e benefícios. 

 

Foto VRebel

Qual a diferença entre as bebidas efervescentes? 

Embora o espumante seja o mais popular, há outras variações da bebida também disponíveis no mercado como a champagne, o prosecco, a cava e os frisantes. Cada uma delas apresenta peculiaridades específicas e preços, que acabam tornam o espumante a bebida mais popular e acessível. 

O champagne é produzido exclusivamente numa pequena região da França e mantém uma produção quase artesanal de seu produto. O prosecco também é específica de uma localização, ao nordeste da Itália na região de Vêneto, mas em alguns casos autoriza que outros vinhedos utilizem seu nome, desde que mantendo as especificações devidas.  O mesmo acontece com a cava, bebida de origem espanhola, mas que não está restrita a região e sim as uvas dos vinhedos autorizados. 

A origem da bebida

Descoberta por Dom Perígno durante uma experimentação de novo método na produção de vinho branco, surgiu a bebida cheia de borbulhas e refinada, que se tornou sinônimo de comemoração, sofisticação e elegância. Segundo as lendas sobre a bebida, quando Dom Pérignon experimentou a champanhe pela primeira vez, afirmou estar “bebendo estrelas”. Mas na verdade ele relutou bastante em aceitar as borbulhas peculiares da bebida e fez de tudo para retirá-las. 

Curioso sobre um novo método de produção de vinhos brancos chamado de Champeonoise, nome do criador, Dom Perigno realizava a primeira fermentação no processo tradicional e em seguida inseria a bebida em garrafas de vidros para que ali realizasse a refermentação.  Mas como dentro das garrafas de vidro o líquido liberava gás carbônico que causavam uma forte pressão, as garrafas começaram a estourar. 

Dom Périgno então passou a usar garrafas com vidro mais reforçado, rolhas maiores e arames para evitar que saíssem. Também passou a equilibrar os açúcares e fermentos do seu conteúdo,  para proporcionar mais sabor e diminuir a efervescência. A bebida ficou muito saborosa, porém seu aspecto final não era agradável, por acumular na garrafa resíduos da refermentação. 

Foi a viúva Clicquot quem encontrou métodos eficazes para deixar a bebida mais cristalina, chamados de remuage e dégorgement. Com essa solução a bebida passou a se tornar conhecida na região e a ganhar uma grande demanda, que exigia uma linha de produção muito maior do que os métodos artesanais. Diante dessa necessidade foi criado o métdo de produção Charmat, que é semelhante ao Champeonoise, mas a bebida é refermentada em tanques de aço.  

O nome “champagne” para designar o vinho borbulhante, foi o primeiro nome dado a bebida e tem origem controlada, só podendo ser usado com exclusividade para denominar bebidas produzidas na região de Champagne, na França. O clima frio e o solo do local tem características bastante peculiares para o cultivo das uvas Pinot Noir, Chardonnay e Pinot Meunier  usadas para a produção da bebida e que proporcionam um sabor inigualável.

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